Após a invasão à sede da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), a Prefeitura de Belém fez um alerta e recorreu à Justiça do Pará para contestar a greve dos servidores da casa.
Segundo a gestão municipal, a ocupação do prédio compromete o funcionamento de serviços essenciais e pode atrasar o pagamento dos próprios trabalhadores da fundação. A ocupação impede o acesso às áreas técnicas e aos sistemas internos do órgão.
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A alegação é de que a ação seria ilegal e abusiva, pois ultrapassa o direito constitucional de greve ao inviabilizar o funcionamento de um órgão essencial da política de assistência social.
O principal risco apontado pela prefeitura é o atraso no processamento da folha de pagamento dos servidores da Funpapa.
Afinal, segundo a informação oficial, o fechamento da folha deveria ter sido concluído justamente no dia no qual os grevistas ocuparam a instituição, sendo que a ação impediu que a equipe técnica executasse as tarefas necessárias.
Com os sistemas bloqueados, os trabalhadores da fundação podem sofrer prejuízos diretos caso o cronograma administrativo não seja cumprido.
Negociações seguem em paralelo à ação judicial
Apesar de ter acionado a Justiça, a Prefeitura de Belém afirma que mantém as portas abertas para o diálogo com os servidores.
Sendo assim, a gestão municipal realiza reuniões setoriais com as categorias em greve e aposta em soluções negociadas para resolver o impasse. A administração destaca avanços nas conversas com diferentes grupos de trabalhadores.
Já nesta quinta-feira (19), a representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) se reuniram na sede da Secretaria Municipal de Educação.
O encontro tratou de pautas específicas da categoria e demonstrou disposição das duas partes para chegar a acordos.
Estratégia divide diálogo e medidas judiciais
A Prefeitura esclarece que a judicialização não representa o fim das negociações.
A estratégia municipal combina as duas frentes: enquanto busca na Justiça a garantia do funcionamento dos serviços públicos, mantém ativas as mesas de negociação com os trabalhadores.
Por fim, o município reforça que a prioridade é proteger os direitos de todos os envolvidos, incluindo os cidadãos que dependem dos serviços da Funpapa e os próprios servidores que podem ser prejudicados pelo atraso nos pagamentos.
