A febre do festival de tortas tem movimentado confeitarias, cozinhas artesanais e filas quilométricas. O evento, que começou tímido, ganhou proporções surpreendentes neste ano, reunindo empreendedores e atraindo um público ávido por novidades gastronômicas. Entre sabores tradicionais e combinações inusitadas, a criatividade tem sido o ingrediente principal dessa doce disputa.
Em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, uma empreendedora vem chamando atenção e conquistando o paladar dos visitantes do festival de tortas. Raquel Cakes, como é conhecida, transformou sua paixão pela confeitaria em um negócio de sucesso que hoje figura entre os mais comentados da região. Com uma produção artesanal e apresentação caprichada, ela conseguiu se destacar em meio à concorrência acirrada.
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Raquel começou vendendo tortas sob encomenda para amigos e familiares. O que era apenas uma renda extra rapidamente se tornou sua principal atividade.
"Comecei na confeitaria há 5 anos, para ajudar a pagar minha faculdade na época. Quando minha bebê nasceu trouxe a confeitaria como minha principal fonte de renda. Sem muitos recursos e com uma bebê recém-nascida, comecei vender doces na praça do complexo do 8, em cima de dois banquinhos. Lá conquistei muitos clientes e fui me aperfeiçoando, testando receitas e, hoje a confeitaria transformou minha vida", celebra a empreendedora.
Apostando em receitas autorais e ingredientes selecionados, Raquel investiu em opções com frutas regionais e versões especiais de tortas geladas, que se tornaram campeãs de vendas.
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Durante o festival, o ponto de Raquel Cakes se tornou parada obrigatória. Clientes enfrentam filas para experimentar as fatias generosas e registram a experiência nas redes sociais, ampliando ainda mais a visibilidade da marca.
"Sou pioneira a trazer o festival de tortas para Ananindeua. Ele surgiu quando tive um acidente doméstico, quebrei meu tornozelo, tive que me reinventar. Fui pesquisando ideias e vi que estava super viralizado em outros estados, e decidi trazer para Ananindeua, abrir em dias específicos, gerar movimento e criar expectativa toda semana", conta ela.
As estrelas do cardápio têm sido as tortas de pudim e cacau black. As fatias, conhecidas pelo tamanho avantajado, custam entre R$ 17,99 e R$ 25.
O sucesso no festival já reflete no aumento das encomendas e na expansão do negócio. Raquel hoje conta com oito colaboradores, sendo três da sua família. Em meio à febre das tortas, histórias como a dela mostram que talento, dedicação e coragem para empreender podem transformar receitas caseiras em verdadeiros fenômenos de público.
"Empreender na confeitaria vai muito além de saber fazer bolo. É sobre constância, posicionamento e coragem de fazer diferente e ser diferente. Nem sempre é fácil, mas faz parte do crescimento. Comece com o que você tem, mas comece profissional, e nunca pare de evoluir", aconselha a confeiteira.
Festival das tortas: o fenômeno que tem viralizado
Mais do que uma vitrine gastronômica, o festival de tortas tem se consolidado como uma importante plataforma de empreendedorismo feminino em diversas regiões do país. O evento oferece visibilidade, geração de renda e oportunidades de networking para mulheres que muitas vezes começam seus negócios dentro de casa, conciliando trabalho e família.
Ao incentivar a formalização, ampliar a clientela e fortalecer a autonomia financeira, o festival se torna um espaço de transformação social, mostrando que iniciativas locais podem impulsionar sonhos e consolidar marcas lideradas por mulheres.
