Entre os estabelecimentos de alto valor, as joalherias seguem como alvo frequente de crimes por conta da vulnerabilidade dos locais e facilidade de revenda no mercado ilegal.
No entanto, a rápida ação policial tem sido fundamental para resolver esses crimes e recuperar produtos roubados, como no caso de dois suspeitos, que foram detidos na última sexta-feira (27), acusados de roubar uma joalheria em Monte Alegre, município localizado no oeste paraense.
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O crime aconteceu em um estabelecimento situado no bairro Bosque, na região da Cidade Alta. Como resultado da ação criminosa, o proprietário teve prejuízo estimado em mais de R$ 50 mil.
Logo após o caso, a denúncia chegou à Agência de Inteligência do 18º Batalhão por volta das 14h55. Segundo o relato, os criminosos usaram arma de fogo para intimidar as vítimas durante a ação.
Além disso, as câmeras de segurança do local registraram toda a movimentação dos assaltantes.
Imagens levam até primeiro suspeito
As gravações foram analisadas pelos policiais militares, que conseguiram identificar um dos envolvidos.
Por meio das imagens, os agentes reconheceram José Warley Alves de Abreu como um dos autores do crime. Em seguida, a equipe se deslocou até a residência do suspeito para realizar a abordagem.
Quando percebeu a chegada dos policiais, José Warley tentou escapar pelos fundos da casa. Contudo, os agentes conseguiram alcançá-lo e realizar a prisão.
Durante o interrogatório, ele admitiu participação no assalto e revelou detalhes importantes sobre a execução do crime.
Confissão revela segundo autor
O primeiro detido confessou que atuou como garupa na motocicleta usada no roubo. Além disso, ele indicou Maxileno Lima da Cunha como o condutor do veículo e responsável pelo planejamento da ação.
Essa informação foi crucial para dar continuidade às investigações. Durante busca no terreno da residência de José Warley, os policiais fizeram uma descoberta importante.
Eles encontraram 54 joias enterradas de forma superficial em um galinheiro no quintal da casa. Dessa forma, parte significativa do material roubado foi recuperada ainda no início das investigações.
Segundo suspeito é localizado
Com base nas informações obtidas pelo serviço de inteligência, a equipe policial localizou Maxileno no bairro do Planalto. Ele estava na casa de sua companheira atual, onde foi surpreendido pelos agentes.
Assim como o primeiro suspeito, ele também confessou envolvimento no crime.
Maxileno admitiu que ficou com parte das joias roubadas após o assalto. Além disso, ele revelou que entregou o material para a companheira esconder os produtos.
Por meio dessa informação, os policiais conseguiram localizar o restante das peças.
Recuperação total do material
Na residência indicada por Maxileno, os agentes apreenderam mais 55 joias. Somadas às peças encontradas anteriormente, o total de produtos recuperados chegou a 109 unidades.
Portanto, praticamente todo o material roubado foi devolvido ao proprietário da joalheria. As investigações preliminares apontam Maxileno como o mentor intelectual do crime.
Segundo a polícia, ele teria sido o responsável por planejar toda a ação criminosa. Entretanto, a arma utilizada no assalto não foi localizada durante as buscas.
Encaminhamento à justiça
Os dois suspeitos foram levados à delegacia para os procedimentos legais cabíveis. Eles devem responder por roubo qualificado devido ao uso de arma de fogo durante a ação.
Agora, o caso segue para análise do Ministério Público e posterior encaminhamento à Justiça.
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A rápida resolução do caso demonstra a eficiência do trabalho integrado entre inteligência policial e ação operacional. Por fim, a colaboração da comunidade por meio de denúncias foi fundamental para o sucesso da operação.
