O sol ainda tímido refletia nas águas do rio Tocantins quando o burburinho começou a se espalhar pelas margens de Cametá. Barcos se alinhavam nos portos, redes eram preparadas e o cheiro de água doce misturado a esperança pairava no ar. Um sinal de que mais um ciclo de vida e sustento estava prestes a recomeçar.
O início da temporada de pesca do mapará, um dos momentos mais aguardados pelas comunidades ribeirinhas, representa mais do que a chegada de um novo estoque de pescado. Trata-se da renovação de uma tradição que atravessa gerações e sustenta centenas de famílias em toda a região. O mapará, além de ser símbolo cultural, é peça central na economia local, movimentando portos, feiras e mercados, e gerando emprego e renda para pescadores, marreteiros, comerciantes e trabalhadores informais.
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Segundo a gestão municipal, a temporada também oferece oportunidade para fortalecer políticas públicas voltadas ao setor, garantindo apoio aos pescadores e incentivo à comercialização do pescado. A atividade é considerada essencial para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais.
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Mais do que números e economia, a abertura da pesca do mapará carrega um forte valor simbólico. É um momento de união familiar, trabalho coletivo e celebração da identidade cultural cametaense, mantendo viva a prática histórica que define o modo de vida às margens do rio.
