Depois de apresentar sinais de comprometimento estrutural no fim da última semana, a passarela instalada sobre o Canal São Joaquim, na avenida Júlio César, em Belém, passará por uma intervenção emergencial. A prefeitura decidiu remover totalmente a estrutura para uma avaliação técnica mais aprofundada, medida que deve impactar temporariamente o trânsito em uma das vias mais movimentadas da capital.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (9) pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Seinfra). Segundo o órgão, embora os primeiros monitoramentos indiquem que a passarela não corre risco imediato de colapso, a retirada foi definida como ação preventiva. A estrutura será transportada com auxílio de guindastes de grande porte para um espaço técnico, onde passará por inspeções detalhadas.
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De acordo com o titular da Seinfra, Arnaldo Dopazo, a decisão busca assegurar que o equipamento volte a ser utilizado com total confiabilidade. Técnicos seguem monitorando a área desde a identificação do problema, com apoio de levantamentos topográficos.
A operação de remoção exigirá mudanças no trânsito. A partir das 20h desta terça-feira (10), o trecho da avenida Júlio César entre a avenida Pedro Álvares Cabral e o Conjunto Bela Vista ficará interditado nos dois sentidos. A previsão é que o bloqueio dure cerca de 24 horas, tempo estimado para execução do serviço e posterior liberação da via.
Durante o período, equipes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) estarão mobilizadas para orientar motoristas e organizar rotas alternativas. Agentes de trânsito serão posicionados em pontos estratégicos, como os acessos próximos ao viaduto da Pedro Álvares Cabral, ao Conjunto Bela Vista e à subida do elevado pela avenida Centenário.
A orientação é que condutores utilizem rotas alternativas, principalmente pelas avenidas Almirante Barroso e Artur Bernardes, além de pontos de acesso ao aeroporto, onde também haverá equipes de apoio. A escolha do horário noturno para a interdição foi planejada para reduzir impactos na circulação de veículos, já que o fluxo tende a diminuir após o horário comercial.
Além das medidas operacionais, a administração municipal abriu uma sindicância para investigar o que provocou o problema na estrutura. Especialistas estão analisando documentos do projeto, etapas de execução da obra e outros fatores que possam ter contribuído para a situação.
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Segundo a prefeitura, os custos para reforço estrutural e demais intervenções serão assumidos pela empresa responsável pela obra. Novas informações sobre o andamento das análises e possíveis reparos deverão ser divulgadas conforme as avaliações técnicas avançarem.
