Um incêndio de grandes proporções registrado na madrugada desta segunda-feira (13) está sendo investigado como ato criminoso. As chamas consumiram uma uma loja de veículos localizada no bairro do Coqueiro, em Ananindeua. O fogo destruiu diversos automóveis e podo ter causado um prejuízo estimado entre R$ 600 mil e R$ 700 mil.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 6h da manhã e conseguiram controlar o fogo. Não houve registro de feridos, já que o estabelecimento estava fechado no momento do incidente. A Polícia Militar também esteve no local e isolou a área para o trabalho da perícia.
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De acordo com informações preliminares, imagens de câmeras de segurança da região indicam que o incêndio pode ter sido provocado. Em um dos registros, é possível ver o momento em que um objeto semelhante a uma garrafa é arremessado em direção a um dos veículos, dando início às chamas. No entanto, até o momento, não foi possível identificar quantas pessoas participaram da ação.
A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Repressão a Facções Criminosas (DRCO), esteve no local ainda nas primeiras horas do dia para coletar imagens e iniciar as investigações. Agentes realizaram uma varredura em câmeras de segurança de estabelecimentos vizinhos na tentativa de esclarecer a dinâmica do crime.
O proprietário da loja, que preferiu não se identificar, relatou que foi avisado sobre o incêndio apenas pela manhã, apesar de ter recebido ligações durante a madrugada que não foram atendidas. Abalado, ele afirmou não ter recebido ameaças recentes.
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Imagens feitas no local mostram vários veículos completamente destruídos pelas chamas. Um dos carros, avaliado em cerca de R$ 100 mil, teve perda total. Outros também sofreram danos severos.
A área onde o incêndio ocorreu concentra diversas lojas de compra e venda de veículos, o que reforça a preocupação de comerciantes da região. Apesar de uma das lojas vizinhas ter apresentado danos em um portão, não houve registro de prejuízo significativo fora do estabelecimento atingido, o que indica que o alvo pode ter sido específico.
A hipótese de envolvimento de facções criminosas não está descartada, embora o proprietário tenha negado qualquer tipo de cobrança ou ameaça recente, como as chamadas “taxas” ilegais.
O caso segue sob investigação, e novas imagens ainda devem ser analisadas pela polícia. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado.
