O trabalho desenvolvido pela assistência social da Prefeitura de Belém segue diretrizes da Política Nacional de Assistência Social e tem como princípio central o respeito à autonomia das pessoas atendidas. A atuação é voltada ao acolhimento, orientação e construção de caminhos para a reinserção social de cidadãos em situação de vulnerabilidade. 

Nos últimos dias, um vídeo que circulou nas redes sociais, mostrando a agressão a uma pessoa de rua por estudantes de uma faculdade particular, trouxe à tona o debate sobre como ocorre esse tipo de atendimento na capital. Diante da repercussão, a Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), detalhou os procedimentos adotados pelas equipes que atuam diretamente nas ruas. 

O primeiro contato com a pessoa em situação de rua é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogos e educadores sociais. Nesse momento inicial, é realizada uma escuta qualificada, que busca compreender a trajetória daquele indivíduo, os fatores que contribuíram para sua condição atual e quais encaminhamentos podem ser oferecidos. 

A partir dessa escuta, e sempre respeitando a decisão da pessoa abordada, os profissionais apresentam as alternativas disponíveis na rede municipal, como unidades de acolhimento e os Centros Pop. O objetivo é oferecer suporte para que o cidadão suporte para que o cidadão possa reconstruir vínculos e acessar direitos básicos. 

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Segundo a presidente da Funpapa, Edna Gomes, o atendimento segue normas nacionais e não pode ser imposto. “A abordagem é um direito, mas a pessoa não é obrigada a aceitar o acolhimento. Tudo depende da vontade dela”, explicou. Ela destacou ainda que cada caso é único e exige uma resposta específica, com opções que vão desde abrigamento noturno até casas de acolhimento para adultos e famílias.

Atuação nas ruas considera diferentes realidades

Cada abordagem realizada pelas equipes leva em conta as particularidades de quem está sendo atendido. Há situações em que a pessoa passou a viver nas ruas após perder o emprego ou por estar longe de sua cidade de origem, sem apoio. Nesses casos, o serviço pode incluir o recâmbio, que viabiliza o retorno ao município de origem.

Também existem casos mais complexos, envolvendo saúde mental fragilizada ou uso de substâncias psicoativas. Nessas situações, o atendimento é integrado com a rede de saúde, garantindo um acompanhamento mais amplo e adequado.

A presidente da Funpapa reforça que a condição de estar em situação de rua não é permanente. “É uma fase. Com o suporte necessário, essa pessoa pode sair dessa realidade a qualquer momento”, afirmou.

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