Entre o avanço das cidades sobre áreas naturais e o ritmo imprevisível das chuvas amazônicas, Belém e sua Região Metropolitana vivem uma rotina em que o encontro entre humanos e animais silvestres se torna cada vez mais comum. Em meio a quintais alagados, fragmentos de vegetação que resistem ao crescimento urbano, a linha que separa o espaço da fauna e o ambiente doméstico se mostra cada vez mais tênue, exigindo atenção redobrada da população.
Nos últimos meses, o aumento das chuvas intensas tem contribuído diretamente para a maior circulação de animais silvestres em áreas urbanizadas, especialmente em regiões próximas a igarapés, canais e áreas de mata. Diante desse cenário, o Governo do Pará reforça orientações de segurança para evitar acidentes e garantir a preservação das espécies.
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ATENÇÃO E CUIDADOS AO ENCONTRAR ANIMAIS
De acordo com o tenente Fagner Batista, do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), vinculado à Polícia Militar do Pará, espécies como cobras, jacarés e escorpiões estão entre as mais frequentemente encontradas em residências ou quintais. O alerta é claro: evitar qualquer tentativa de captura ou contato direto com o animal.
"Quando encontrar algum desses animais no quintal ou dentro da residência, o recomendado é se afastar e acionar o 190, do Centro Integrado de Operações (CIOP), para que a Polícia Ambiental realize o resgate de forma segura, tanto para as pessoas quanto para o animal", orienta o militar.
RESGATE E DESTINO DOS ANIMAIS
Após o acionamento, equipes especializadas realizam o resgate utilizando técnicas e equipamentos apropriados. Os animais capturados passam por avaliação clínica e, sempre que possível, são devolvidos ao habitat natural. Nos casos em que apresentam ferimentos ou sinais de doença, são encaminhados a instituições específicas para tratamento.
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CRESCIMENTO DOS REGISTROS NO PARÁ
A atuação do Batalhão de Polícia Ambiental tem sido constante diante do aumento dessas ocorrências. Entre 2024 e março de 2026, mais de 5,5 mil animais silvestres foram resgatados em todo o estado, número que reflete tanto a intensificação das chuvas quanto as características ambientais da região.
FATORES AMBIENTAIS FAVORECEM APARIÇÕES
Especialistas apontam que elementos típicos da paisagem de Belém, como áreas alagadas, fragmentos florestais e a proximidade com cursos d’água, favorecem o deslocamento desses animais para zonas residenciais. Com o período chuvoso mais intenso, esses deslocamentos tendem a se tornar ainda mais frequentes, reforçando a necessidade de informação e cautela por parte da população.
