A cidade de Belém enfrenta, na manhã desta quarta-feira (29), mais um dia de transtornos com a paralisação do transporte coletivo, a segunda em menos de um mês. O movimento é liderado pelos rodoviários da Monte Cristo, e desde as primeiras horas do dia a garagem da empresa está fechada, impedindo a saída dos veículos e deixando usuários à espera do serviço nas ruas.
Sem alternativas imediatas, usuários se concentram nas paradas em busca de alternativas e aguardando uma solução para conseguirem se deslocar. A falta de circulação dos ônibus impacta diretamente trabalhadores, estudantes e demais usuários que dependem do transporte público para suas atividades diárias.
De acordo com os trabalhadores, a paralisação ocorre em razão da ausência de acordo com os empresários do setor. A categoria reivindica o pagamento de salários atrasados, férias e o ticket de alimentação, que, segundo relatos, não vêm sendo regularizados.
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Trabalhadores alegaram, ainda na última paralisação ocorrida dia 15 de abril, que os empresários haviam prometido resolver as pendências financeiras. No entanto, segundo os os rodoviários, o compromisso não foi cumprido, o que levou à nova suspensão das atividades.
A crise afeta cerca de 15 mil pessoas, incluindo colaboradores do sistema, mecânicos e usuários do transporte público. Até o momento, não há previsão de normalização do serviço, enquanto as negociações seguem sem consenso.
As linhas afetadas são:
- CDP Providência
- Sacramenta – São Brás
- Sacramenta – Humaitá
- Sacramenta – Bernal do Couto
- Pedreira – Nazaré
- Pedreira – Lomas Linha A
Em nota, o Sindicato das Empresa de Transportes de Belém (Setransbel) informou que acompanha a paralisação envolvendo empresa associada e as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
A nota segue com a manifestação do Sindicato, afirmando que o transporte coletivo urbano é um serviço essencial e enfrenta, em todo o Brasil, forte pressão de custos. O óleo diesel, que representa parcela relevante da operação, tem registrado sucessivos aumentos, impactando diretamente o funcionamento do sistema.
Ao mesmo tempo, a tarifa pública permanece defasada em relação ao custo real do serviço, não cobrindo integralmente a operação. Esse cenário gera desequilíbrio econômico-financeiro, afetando a capacidade de manutenção, investimento e regularidade do transporte.
A empresa ressaltou ainda que a superação desse contexto exige soluções estruturantes, com a participação do poder público, dos operadores e da sociedade, a fim de garantir a continuidade do serviço.
Por fim, reafirmou o respeito aos trabalhadores e à população, acompanhando a situação e defendendo o diálogo para a normalização das atividades.
