Na Praça da República, no centro de Belém, o feriado de 1º de maio não foi apenas de descanso, mas de ocupação do espaço público pela voz dos trabalhadores. O cenário histórico serviu de palco para a tradicional mobilização do Dia do Trabalhador, que neste ano uniu diferentes categorias em torno de pautas que atravessam o cotidiano de quem vive do trabalho na capital paraense.
O ato unificado reuniu centrais sindicais e trabalhadores em uma mobilização que percorreu pontos como a Praça da República e a Avenida Visconde de Souza Franco, a Nova Doca.
Entre os temas centrais levados às ruas, destacaram-se as reivindicações pela redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, além de discussões sobre saúde mental e o combate ao feminicídio. A mobilização buscou alertar a sociedade sobre as condições laborais contemporâneas e a necessidade de garantias básicas para a classe trabalhadora.
Presente no ato, a trabalhadora Alexandra Ferreira falou sobre a necessidade do movimento contra a escala 6 por 1 e da manutenção do nível salarial. “A maior motivação é de fazer parte de um processo que beneficie a grande maioria. Por mais que a gente entenda que a escravidão foi abolida, nós, enquanto trabalhadores, trabalhamos ainda nesse sistema de escravidão", afimou.
"Principalmente quem trabalha nos supermercados e nos shoppings, em que a grande maioria é mulher, ficando impossibilitadas de poder passar mais tempo na sua casa com a sua família na participar da criação e educação dos seus filhos por conta da necessidade do trabalho”, completou Alexandra.
A mobilização ocorre nacionalmente, em diferentes cidades do país, com atos unificados, especialmente pela pauta do fim da escala 6x1.
