A morte da advogada Anna Carolina Novaes Pessoa, de 46 anos, na região da Prainha do Combu, trouxe novamente à tona o debate sobre segurança aquaviária nas ilhas de Belém. O caso, que ganhou grande repercussão, é o mais recente de uma série de ocorrências registradas nos últimos anos na região insular da capital paraense e reforça o alerta para os riscos em áreas de intenso fluxo de embarcações e motos aquáticas.

Anna Carolina desapareceu no domingo (24), após sair sozinha em uma moto aquática no trecho conhecido como Furo São Benedito, nas proximidades da Ilha do Combu. O corpo foi localizado por ribeirinhos e resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros.

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O episódio se soma a outros casos que também mobilizaram as autoridades e geraram comoção pública. Em dezembro de 2021, a estudante de medicina veterinária e influenciadora digital Yasmin Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, desapareceu durante um passeio de lancha no rio Maguari. O corpo foi encontrado no dia seguinte, e as investigações apontaram afogamento como causa da morte.

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Mais recentemente, em dezembro de 2024, a jovem Kellen Thaynara Nascimento Abreu, de 26 anos, foi encontrada morta na região das ilhas após desaparecer durante um passeio de lancha. Segundo relatos apresentados à polícia, ela teria desaparecido após pular no rio durante o trajeto.

Fiscalização intensa

Diante da repercussão do caso mais recente, a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, vinculada à Marinha do Brasil, destacou que realiza fiscalização diária em embarcações e motos aquáticas nas vias fluviais sob sua jurisdição, incluindo a área metropolitana de Belém e as regiões insulares mais frequentadas por moradores e turistas.

Segundo a Marinha, a Ilha do Combu está entre os principais focos da inspeção naval. As equipes verificam documentação das embarcações, habilitação dos condutores, instrumentos de navegação, equipamentos de segurança, itens de salvatagem e condições gerais de navegabilidade.

A corporação informou ainda que, além das ações de rotina, realiza operações sazonais para reforçar a fiscalização em períodos de maior movimento, como feriados e férias escolares.

Operação Navegue Seguro

Na última edição da Operação Navegue Seguro, realizada entre dezembro de 2025 e março de 2026, foram feitas 2.050 abordagens a embarcações em diversas regiões do Pará, incluindo 173 motos aquáticas.

Como resultado da operação, foram emitidas 219 notificações e realizadas 59 apreensões. No caso específico das motos aquáticas, foram registradas 11 notificações e três apreensões.

Na capital paraense, a Capitania explicou que as fiscalizações se concentraram em pontos estratégicos, como o Distrito de Icoaraci, Ilha do Combu, Ilha de Cotijuba, Terminal Hidroviário de Belém, Terminal da Tamandaré, Terminal Ruy Barata e portos da região da Bernardo Sayão e Ver-o-Peso.

A Marinha orienta que qualquer situação que represente risco à segurança da navegação ou à vida humana nos rios seja comunicada à Capitania dos Portos, para reforçar o monitoramento e coibir irregularidades nas áreas fluviais da região metropolitana.

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