A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira retornou a Belém nesta quinta-feira (28), após mais de 40 dias em missão humanitária internacional rumo à Faixa de Gaza. Integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e participante da Global Sumud Flotilla, Beatriz foi sequestrada por militares israelenses em águas internacionais durante a viagem e, segundo organizações que acompanham o caso, submetida a ameaças, violência psicológica e violações de direitos humanos.

Beatriz chegou ao Aeroporto Internacional de Belém por volta das 10h40. Desde as 10h da manhã, familiares, militantes do MAB, movimentos populares, organizações sociais e apoiadores da causa palestina realizaram um ato de recepção para marcar o retorno da paraense ao estado após semanas sem comunicação e em situação de privação de liberdade.

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Segundo o MAB, Beatriz deve relatar em uma coletiva de imprensa os detalhes da abordagem feita por militares israelenses contra os integrantes da missão internacional, além das ameaças, constrangimentos e da violência psicológica sofrida durante o período em que esteve sob custódia. A organização também denuncia que a interceptação ocorreu em águas internacionais, a cerca de 400 milhas náuticas do destino final da embarcação, que seguia rumo à Gaza levando solidariedade internacional e apoio humanitário ao povo palestino.

📷 Desde as 10h da manhã, familiares, militantes do MAB, movimentos populares, organizações sociais e apoiadores da causa palestina. |( Divulgação)

Mobilização internacional e solidariedade

A missão Global Sumud Flotilla reúne ativistas internacionais, defensores de direitos humanos e organizações populares de diferentes países com o objetivo de denunciar a crise humanitária em Gaza e fortalecer ações de solidariedade ao povo palestino.

Para o Movimento dos Atingidos por Barragens, o retorno de Beatriz representa não apenas o reencontro com familiares e companheiros de militância, mas também um símbolo da resistência internacional em defesa dos direitos humanos e da liberdade dos povos.

Os organizadores dos atos em Belém também afirmam que as mobilizações desta quinta-feira buscam ampliar o debate sobre a situação humanitária em Gaza e ecoar as denúncias de repressão contra ativistas internacionais que participam de missões solidárias na região.

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