A ativista paraense Beatriz Moreira retornou a Belém nesta quinta-feira (28), após passar 40 dias fora do Brasil durante uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. Ela foi recebida por familiares, amigos e integrantes de movimentos sociais no Aeroporto Internacional de Belém.
Após a chegada à capital paraense, Beatriz participou de um ato público onde falou sobre o período em que permaneceu detida depois da interceptação da embarcação em que viajava. Emocionada, ela descreveu os dias de confinamento como um dos momentos mais difíceis da vida.
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Durante o pronunciamento, a ativista afirmou que presenciou situações de violência contra outros integrantes do grupo. Segundo ela, pessoas eram submetidas a torturas e algumas mulheres sofreram abusos durante o período em que permaneceram sob custódia.
Beatriz havia embarcado no dia 15 de abril em uma missão internacional que pretendia levar suprimentos e ajuda humanitária à população palestina. Três dias depois, a embarcação foi interceptada por forças militares israelenses, e os ativistas acabaram detidos antes de serem deportados.
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Mesmo após retornar ao Pará, ela afirmou que continuará mobilizada em defesa da Palestina e disse manter a esperança de que o povo palestino consiga viver sem a opressão de Israel.
