Uma operação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) cumpriu, nesta sexta-feira (03/07), uma série de medidas judiciais contra um grupo investigado por envolvimento com a exploração do jogo do bicho e um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 40 milhões no estado. A ação foi realizada em Abaetetuba e em municípios da região do Baixo Tocantins.
Nomeada de "Fim de Jogo", a operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI/CI) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e teve como objetivo cumprir medidas cautelares autorizadas pela Justiça no âmbito de uma investigação que também apura a prática de associação criminosa.
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De acordo com as investigações, os denunciados seriam responsáveis pela exploração do jogo do bicho, atividade que teria movimentado valores superiores a R$ 40 milhões no Pará. Segundo o Ministério Público, o montante é incompatível com a renda oficialmente declarada pelos investigados.
Ainda segundo a apuração, o dinheiro obtido com a atividade ilegal teria sido ocultado e dissimulado por meio da utilização de empresas e pessoas jurídicas ligadas a diferentes setores da economia. Entre elas estão postos de combustíveis, empresas prestadoras de serviços e outros empreendimentos comerciais.
Durante a investigação, o Poder Judiciário autorizou diversas medidas cautelares de natureza patrimonial e restritiva. Entre elas estão o sequestro de seis imóveis localizados em Belém e Abaetetuba, além da apreensão judicial de oito veículos, entre caminhões, caminhonetes e motocicletas.
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A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos denunciados até o limite de R$ 43.906.417,22, a indisponibilidade das quotas sociais de sete empresas ligadas aos investigados e a proibição da abertura de novas pessoas jurídicas pelos envolvidos.
Alémdisso, foi a interditado quatro imóveis utilizados para atividades relacionadas à exploração do jogo do bicho e de outros jogos de azar, nos municípios de Abaetetuba, Moju, Cametá e Acará. De acordo com o Ministério Público, a denúncia já foi recebida pela Justiça e o processo segue em tramitação regular, sob a supervisão do Poder Judiciário.
