Com a inauguração da 33ª Usina da Paz, em Óbidos, o Governo do Pará amplia uma política pública que já se tornou referência nacional e internacional por unir cidadania, inclusão social, qualificação profissional e prevenção à violência em um único espaço. Em pouco mais de cinco anos, o Programa Territórios pela Paz (TerPaz) deixou de ser apenas uma estratégia de segurança pública para se consolidar como um dos maiores projetos de transformação social já implantados na Amazônia.

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A entrega da Usina da Paz de Óbidos, realizada pela governadora Hana Ghassan, marca mais um capítulo da expansão de uma iniciativa que vem mudando a realidade de milhares de famílias paraenses. Na semana anterior Santarém, no Baixo Amazonas, também recebeu sua unidade, entregue pela governadora e por Helder Barbalho, que deu início ao projeto. Com isso, o Baixo Amazonas passa a contar com dois grandes complexos de cidadania, reforçando uma política pública que já alcança todas as regiões do Estado.

Usina da Paz: prevenção à violência e inclusão social

Mais do que prédios modernos, as Usinas da Paz representam uma mudança de paradigma: em vez de concentrar esforços apenas no enfrentamento policial da criminalidade, o Estado passou a investir também na prevenção da violência por meio da educação, do esporte, da cultura, da saúde, da qualificação profissional e da geração de oportunidades para jovens e adolescentes.

Desde a inauguração da primeira unidade, em 2021, as Usinas da Paz já realizaram mais de 15 milhões de atendimentos gratuitos, oferecendo mais de 70 serviços em um mesmo espaço e aproximando o Estado de comunidades historicamente marcadas pela vulnerabilidade social.

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Durante a entrega da nova unidade, a governadora Hana Ghassan destacou o papel estratégico do programa: “Estamos muito felizes de estar aqui em Óbidos, fazendo a entrega desse que é o maior instrumento de cidadania e transformação social que existe no Brasil, que é a Usina da Paz. Este espaço está entregue para ser a segunda casa da população”, destacou Hana Ghassan, ao lembrar que a Usina da Paz vai oferecer, gratuitamente, serviços e cursos de capacitação para pessoas de todas as idades, para prepará-las para o mercado de trabalho e para a vida.

Programa Territórios pela Paz: um conceito inovador

Criado em 2019, o Programa Territórios pela Paz nasceu com um conceito inovador: integrar ações de segurança pública com políticas sociais permanentes.

Na prática, a estratégia rompeu um ciclo histórico de abandono das periferias. Em bairros e regiões antes lembrados apenas pelos elevados índices de violência, essas unidades passaram a funcionar disponibilizando bibliotecas, laboratórios de informática, salas de robótica, cursos profissionalizantes, atendimento psicológico, assistência jurídica, práticas esportivas, piscinas, teatro, música, dança e espaços destinados ao empreendedorismo.

Especialistas em prevenção da violência apontam que políticas públicas capazes de ampliar oportunidades para adolescentes e jovens, fortalecer vínculos comunitários e reduzir desigualdades tendem a produzir impactos duradouros sobre os indicadores de criminalidade, especialmente quando associadas à presença permanente do Estado e ao acesso a direitos sociais.

Quem também reconheceu o papel do programa Territórios da Paz foi o jornalista e comentarista da Globonews, Octavio Guedes, que elogiou publicamente o projeto Usina da Paz, do governo do Pará, definindo-o em sua coluna no G1 como “um aperfeiçoamento de projetos de segurança pública que outros estados jogaram no lixo”. Em sua análise, o comentarista destaca a transição bem-sucedida de uma política focada apenas na ocupação policial para uma focada na inclusão social.

Essa é justamente a lógica adotada pelo TerPaz, alinhada às recomendações internacionais de desenvolvimento humano e redução das desigualdades.Estatísticas da segurança pública

Impacto nos índices de segurança pública do Pará

Ao longo dos últimos anos, os resultados começaram a aparecer também nas estatísticas da segurança pública do Pará. Paralelamente à expansão das Usinas da Paz, o Estado registrou sucessivas reduções nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), homicídios e roubos, consolidando uma das maiores quedas da violência da série histórica estadual, conforme balanços oficiais da segurança pública.

O impacto das Usinas vai muito além dos números. Para milhares de jovens da periferia, os complexos passaram a representar o primeiro contato com cursos de tecnologia, robótica, idiomas, música, gastronomia, informática e empreendedorismo. Muitas mulheres encontraram nas oficinas de corte e costura, gastronomia e qualificação profissional uma oportunidade de geração de renda.

Crianças passaram a frequentar atividades esportivas e culturais em ambientes seguros e idosos passaram a contar com atendimento em saúde, atividades físicas e convivência social. Famílias inteiras passaram a resolver em um único lugar demandas que antes exigiam deslocamentos para diversos órgãos públicos.Mais oportunidades para quem mais precisa.

Em Óbidos, a estrutura reúne consultórios médicos e odontológicos, biblioteca, salas de informática e robótica, ambientes de gastronomia, corte e costura, música e dança, piscina, ginásio poliesportivo, praça multicultural, academia ao ar livre, playground, horta comunitária e diversos outros espaços destinados ao fortalecimento da cidadania.

A secretária de Estado de Articulação da Cidadania, Marilda Braga, resume o objetivo do programa. “Cada nova Usina da Paz representa mais oportunidades para quem mais precisa. Este é um espaço construído para acolher as famílias, fortalecer vínculos, promover cidadania e oferecer acesso gratuito a serviços essenciais.”Modelo que ultrapassou as fronteiras do Pará

Reconhecimento internacional e expansão do programa

O sucesso das Usinas da Paz também despertou interesse fora do Estado. Durante a COP30, realizada em novembro do ano passado em Belém, delegações nacionais e internacionais visitaram os complexos para conhecer de perto o funcionamento do programa.

Gestores públicos, pesquisadores e representantes de outros países passaram a estudar o modelo paraense como referência em políticas públicas de inclusão social, prevenção da violência e desenvolvimento comunitário.

As visitas incluíram representantes de governos estaduais brasileiros, autoridades do Uruguai, pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e especialistas em planejamento urbano interessados na integração entre cidadania, educação, inovação e desenvolvimento social promovida pelas Usinas.

Esse reconhecimento internacional reforça uma característica frequentemente destacada por pesquisadores da área de políticas públicas: programas que integram educação, esporte, cultura, qualificação profissional e proteção social apresentam maior potencial de reduzir desigualdades e ampliar oportunidades em territórios vulneráveis, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.Expansão continua

Com a inauguração de Óbidos, o Pará passa a contar com 33 Usinas da Paz em funcionamento. Outras cinco unidades estão em construção, nos municípios de Viseu, Breves, Portel além da construção de uma segunda unidade em Ananindeua e em Parauapebas.

A expectativa do Governo do Estado é ampliar ainda mais a cobertura territorial do programa, levando cidadania, qualificação profissional, inclusão digital, esporte, cultura e atendimento público de qualidade para regiões que, durante décadas, permaneceram distantes das políticas públicas.

Segurança pública + políticas sociais

Desde a criação do Programa Territórios pela Paz (TerPaz), em 2019, o Estado passou a combinar investimentos em segurança pública com políticas sociais permanentes. A expansão das Usinas da Paz ocorreu paralelamente à queda dos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), homicídios e roubos registrada nos últimos anos, reforçando a estratégia de que prevenir a violência também significa gerar oportunidades, fortalecer famílias e reduzir desigualdades.

Mais do que obras físicas, as Usinas da Paz consolidam uma estratégia que vem reposicionando o papel do Estado dentro das comunidades: substituir o vazio institucional por presença permanente, reduzir desigualdades por meio de oportunidades concretas e oferecer aos jovens da periferia novas perspectivas de futuro.

É essa combinação entre segurança, cidadania e desenvolvimento humano que transformou o programa em um dos maiores símbolos da mudança social vivida pelo Pará nos últimos anos.

USINAS DA PAZ EM NÚMEROS

Um dos maiores programas de inclusão social da América Latina

  • 33 Usinas da Paz já estão em funcionamento no Pará.
  • 15 milhões de atendimentos gratuitos realizados desde 2021.
  • Mais de 70 serviços oferecidos em cada unidade.
  • Cinco novas Usinas em construção nos municípios de Viseu, Breves, Portel e nas segundas unidades de Ananindeua e Parauapebas.

O que a população encontra nas Usinas

  • Consultas médicas, odontológicas e psicológicas;
  • Emissão de documentos;
  • Assistência jurídica e social;
  • Cursos profissionalizantes;
  • Inclusão digital, informática e robótica;
  • Biblioteca e reforço escolar;
  • Música, dança, teatro e gastronomia;
  • Piscinas, quadras esportivas e academias;
  • Atendimento às mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência;
  • Incentivo ao empreendedorismo e à geração de renda.

Resultados que vão além dos números

  • Ampliação do acesso da população periférica aos serviços públicos.
  • Qualificação profissional gratuita para jovens e adultos.
  • Fortalecimento da convivência comunitária.
  • Ocupação positiva do tempo livre de crianças e adolescentes.
  • Redução das desigualdades sociais por meio da oferta permanente de políticas públicas.
  • Integração entre segurança pública, educação, cultura, esporte e assistência social.
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