A Secretaria Municipal de Saúde de Santarém (Semsa) confirmou que investiga o primeiro caso suspeito de Doença de Haff registrado no município desde 2023. O paciente é um homem de 46 anos que apresentou sintomas compatíveis com a síndrome após consumir um peixe da espécie pacu.
Segundo a Vigilância em Saúde, o paciente, morador do bairro Bela Vista, foi atendido no Hospital Municipal de Santarém (HMS), recebeu alta após estabilização do quadro clínico e continua sendo acompanhado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova República.
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De acordo com a nota enviada ao DOL na manhã deste sábado (18), o caso foi notificado ao 9º Centro Regional de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e permanece sob investigação epidemiológica e laboratorial para confirmar ou descartar o diagnóstico.
O que é a Doença de Haff?
Conhecida popularmente como "doença da urina preta", a Doença de Haff é uma síndrome rara caracterizada por rabdomiólise aguda, condição que provoca a destruição das fibras musculares.
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Embora as causas ainda sejam investigadas pela comunidade científica, a doença tem sido associada ao consumo de determinados tipos de pescado.
Os sintomas costumam surgir nas primeiras 24 horas após a ingestão do alimento e incluem:
- dor muscular intensa;
- fraqueza;
- rigidez muscular;
- urina escura.
O diagnóstico é realizado com base na avaliação clínica, no histórico de consumo de pescado e em exames laboratoriais.
Histórico de casos em Santarém
Dados divulgados pela Semsa mostram que Santarém registrou um número significativo de ocorrências entre 2021 e 2023.
Foram notificados:
- 16 casos em 2021;
- 85 casos em 2022;
- 25 casos em 2023.
Segundo a Secretaria, as espécies de peixe mais frequentemente associadas aos episódios no município foram o pacu e o tambaqui. Já em 2024 e 2025, não houve registro de notificações da doença em Santarém.
Orientações à população
A Semsa orientou que qualquer pessoa que apresente sintomas como dor muscular intensa, fraqueza, rigidez ou urina escura após consumir pescado procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.
Em casos suspeitos, a recomendação é preservar as sobras do peixe consumido, pois o material pode ser utilizado em análises laboratoriais que auxiliam na investigação epidemiológica.
Como forma de prevenção, a Secretaria reforça a importância de adquirir pescados apenas em estabelecimentos regularizados e de procedência conhecida, observando as condições de higiene, armazenamento e conservação dos produtos.
