A Polícia Civil investiga um caso de suposto cárcere privado registrado em uma empresa do ramo de móveis planejados e marcenaria, localizada no bairro do Coqueiro, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Duas pessoas foram encontradas amarradas e amordaçadas dentro do estabelecimento após uma denúncia feita à polícia.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar ao repórter Edmar Assunção, da RBTAV, uma das vítimas é um ex-funcionário da empresa, desligado desde o mês de maio, e a outra seria um homem apontado como receptor de mercadorias desviadas do estabelecimento.
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De acordo com o proprietário da empresa, o ex-funcionário teria participado de um esquema de desvio de chapas de MDF e outros materiais utilizados na fabricação de móveis planejados. O empresário afirma que o esquema funcionava há cerca de oito meses e teria causado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 500 mil, embora alegue que o valor possa ser ainda maior.
Ainda segundo o relato do dono da empresa, os produtos desviados eram vendidos por cerca de metade do preço de mercado, sem que os valores fossem repassados ao estabelecimento.
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A denúncia que levou a polícia até o local foi feita pela esposa de uma das vítimas. Ao chegar à empresa, os policiais encontraram os dois homens amarrados, amordaçados e com ferimentos nos lábios. Todos os envolvidos, incluindo o proprietário da empresa, foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso é investigado sob duas frentes. A primeira apura as circunstâncias em que os dois homens foram mantidos dentro da empresa, para verificar a ocorrência do crime de cárcere privado. A segunda busca esclarecer as denúncias de desvio de mercadorias e os prejuízos financeiros alegados pelo empresário.
O proprietário informou que irá se manifestar oficialmente sobre o caso no momento oportuno, após orientação de seus advogados.
