Ronaldo dos Santos, artesão, transforma madeira descartada em peças utilizadas em celebrações religiosas

O artesão sustentável Ronaldo dos Santos, morador do bairro da Sacramenta, em Belém, transforma madeira descartada em peças utilizadas em celebrações religiosas por meio do projeto Do Lixo ao Luxo. Há mais de 20 anos dedicado ao artesanato, ele reaproveita restos de madeira encontrados às margens do canal São Joaquim para produzir oratórios, andores e berlindas destinadas a procissões no Pará, Maranhão e Tocantins. Atualmente, Ronaldo trabalha na confecção de uma nova berlinda para o Círio de Nazaré de Montes Altos, no Maranhão.

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Além de dar novo significado a materiais que seriam descartados, o trabalho do artesão também contribui para a geração de renda e para a preservação ambiental. As peças produzidas pelo projeto são confeccionadas artesanalmente e atendem comunidades e paróquias que realizam celebrações religiosas. Segundo Ronaldo, a iniciativa já beneficia mais de 30 pessoas do bairro da Sacramenta, entre crianças, jovens e adultos, que encontram no projeto uma oportunidade de aprendizado e geração de renda.

📷 As peças produzidas pelo projeto são confeccionadas artesanalmente e atendem comunidades |Foto: Divulgação

“Nosso trabalho de reaproveitamento de madeira jogada no lixo é para colaborar na conservação do meio ambiente, mas também gerar renda para a comunidade beneficiada pelo projeto. E a confecção dessas peças religiosas para essas paróquias é uma forma de sustentar o projeto, que hoje atende a mais de trinta pessoas do nosso bairro, como crianças, jovens e adultos”, afirma Ronaldo dos Santos. Para a edição deste ano, a nova berlinda será menor e terá a função de servir como uma espécie de glória para a imagem peregrina, incorporando também elementos relacionados à cultura indígena.

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A tradição do Círio de Nazaré também se fortalece em outras regiões do país por meio dessas iniciativas. Em Montes Altos, no Maranhão, o terceiro Círio foi realizado no segundo domingo de setembro, utilizando uma nova berlinda e uma corda de juta e malva adquirida em Castanhal, no Pará. Para 2026, a proposta é apresentar uma nova peça com referências à cultura Krikati, já que o município maranhense possui uma área indígena. O projeto amplia, assim, a presença do artesanato paraense nas manifestações de fé e cultura ligadas à devoção a Nossa Senhora de Nazaré.

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