Foram quase 15 horas de julgamento que absolveu Lucas Magalhães pela morte de Yasmin

O Tribunal do Júri de Belém absolveu, na noite desta terça-feira (25), Lucas Magalhães de Souza da acusação de homicídio com dolo eventual pela morte da estudante e influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo. O Conselho de Sentença também decidiu pela absolvição do réu da acusação de fraude processual.

Apesar das absolvições, Lucas foi condenado pelos crimes de porte ilegal e disparo ilegal de arma de fogo. A pena foi fixada em 4 anos e 10 meses de prisão, em regime semiaberto.

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Além disso, como consequência da condenação, a sentença também determinou a suspensão dos direitos políticos de Lucas enquanto perdurarem os efeitos da condenação, conforme previsto na legislação.

O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém e terminou após quase 15 horas de sessão. A decisão encerra, no âmbito do Tribunal do Júri, uma espera de mais de quatro anos desde a morte de Yasmin, que tinha 21 anos.

Acusações contra Lucas

Lucas chegou ao Tribunal do Júri acusado de homicídio com dolo eventual. A acusação sustentava que ele teria assumido o risco de provocar a morte da jovem em razão das condições em que o passeio de lancha teria sido realizado.

Durante a investigação, foram levantados questionamentos sobre a capacidade da embarcação, os equipamentos de segurança disponíveis e a habilitação para conduzi-la.

O empresário também respondia por fraude processual, uma vez que, segundo a acusação, a lancha teria sido modificada depois do episódio, uma alteração que poderia ter interferido na apuração dos fatos.

Outro ponto investigado envolveu o porte ilegal e os disparos de arma de fogo dentro da embarcação. Foi por esses crimes que Lucas acabou condenado pelos jurados aos 4 anos e 10 meses em regime semiaberto, assim como a suspensão dos direitos políticos decorrente da condenação criminal.

Como foi o julgamento

A sessão começou às 8h30 e terminou por volta das 22h30. Ao longo do julgamento, foram ouvidas 13 testemunhas indicadas pela acusação e pela defesa. Entre os depoimentos estava o de uma conhecida de Yasmin, que relatou detalhes das horas que antecederam o desaparecimento.

Segundo o depoimento, as duas haviam consumido bebida alcoólica, e Yasmin entrou no rio para tomar banho, assim como outras pessoas que estavam no local.

Os relatos apresentados durante a sessão ajudaram a reconstituir os momentos que antecederam o desaparecimento da jovem e foram confrontados com os demais elementos reunidos durante a investigação.

Relembre o caso

Yasmin desapareceu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém. Ao todo, 19 pessoas estavam na embarcação naquele dia.

Segundo os relatos reunidos durante a investigação, Yasmin entrou no rio durante o passeio e, posteriormente, desapareceu. As buscas continuaram até o dia seguinte, quando o corpo da jovem foi encontrado, em que a perícia apontou afogamento como causa da morte.

Desde então, diferentes etapas foram realizadas para tentar esclarecer as circunstâncias do episódio. Uma delas foi a reprodução simulada dos fatos, realizada em junho de 2022.

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A atividade reuniu aproximadamente 200 agentes de segurança e teve como objetivo confrontar versões e esclarecer divergências identificadas nos depoimentos.

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