A Associação dos Delegados de Polícia do Pará (ADEPOL/PA) e o Clube de Oficiais da Polícia Militar do Pará (COPM) vieram a público se manifestar em repúdio às declarações do candidato ao Governo do Pará, Daniel Santos, contra agentes policiais durante uma ocorrência registrada em Ananindeua, na madrugada deste domingo (06/09).
A manifestação ocorreu após um flagrante realizado pelas polícias Civil e Militar em um posto de combustíveis do município, onde os agentes encontraram o princípio de um tumulto e identificaram indícios de uma possível distribuição de combustível com finalidade de campanha política.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o candidato Daniel Santos questionando a atuação e a autoridade dos policiais responsáveis pela diligência.
Em uma das gravações, divulgada pelo jornalista Wesley Costa, o candidato aparece chamando o delegado Ricardo e o coronel Tabaranã de forma pejorativa. “Quero saber quem são esses dois vagabundos”, disse Daniel.
Em nota, a ADEPOL/PA afirmou que repudia as expressões dirigidas ao delegado durante o exercício da função. A entidade destacou que a fiscalização, a averiguação e a apuração de possíveis ilícitos fazem parte dos deveres funcionais dos agentes públicos e avaliou que qualificar um delegado como “vagabundo” ultrapassa os limites da crítica e atinge a dignidade do profissional e do cargo.
A associação também ressaltou que não participa de disputas político-partidárias nem se manifesta a favor ou contra candidaturas.
"A Polícia Judiciária é órgão de Estado, e o respeito aos servidores que a compõem é essencial para a autonomia de sua atuação e preservação da ordem pública. Respeito às instituições e aos seus agentes não tem lado político. É pressuposto do Estado Democrático de Direito", ressaltou.
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O Clube de Oficiais da Polícia Militar do Pará (COPM) também afirmou em nota que repudia manifestações que “desrespeitem, ofendam ou menosprezem” policiais militares e demais servidores públicos no cumprimento de suas funções.
A entidade considerou inadmissível que profissionais responsáveis pela preservação da ordem pública sejam alvo de ofensas durante o atendimento de uma ocorrência.
O COPM declarou solidariedade aos policiais que estavam de serviço e reforçou o compromisso com a valorização e a dignidade dos integrantes da corporação. Para a entidade, divergências políticas não afastam a necessidade de respeito aos agentes e às instituições públicas. “Respeito à Polícia Militar é respeito à sociedade", encerrou.
