O crime que tirou a vida da estudante de nutrição, Bruna Meireles Corrêa, 32 anos, em março de 2025, em Belém, expôs uma rotina de conflitos e ameaças antes do desfecho trágico. A análise do celular do policial militar réu no caso, feita pela Polícia Científica do Pará (PCIPA), mostra que a violência não começou no dia do disparo, mas se desenrolava nas mensagens trocadas entre os dois.

A perícia técnica identificou pressão, brigas e xingamentos com uso de palavrões e mensagens ameaçadoras do cabo da Rotam Wladson Luan Monteiro Borges à estudante, incluindo trechos como “Ta vai ver só” e “Nossos caminhos vão se cruzar”. Entre os dias 11 e 12 de março, o policial tentou contato por WhatsApp e ligações, sem resposta, e passou a enviar mensagens por SMS consideradas agressivas.

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Além disso, a perícia indicou também que, conversas em março de 2025 e de meses anteriores revelaram mais xingamentos, pedidos de desculpas e conflitos recorrentes, incluindo tentativas de término por parte da vítima, que demonstrava insatisfação com a situação conjugal do policial, uma vez que ele era casado.

No dia do crime, Bruna foi atingida por um disparo na cabeça enquanto estava dentro de um carro com o policial. O automóvel apresentava marcas de tiros e vidro quebrado, e o réu, após o ataque, levou a vítima ao Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março, onde ela não resistiu. 

Após o crime, Wladson inicialmente disse que eles foram vítimas de uma tentativa de assalto, em que o suposto assaltante atirou e teria acertado Bruna. Depois, comunicou os familiares, advogados e para amigos da PM, que teria ocorrido “uma fatalidade”. Em audiência realizada em dezembro de 2025, o policial confessou ter disparado a arma, mas alegou que o tiro teria sido acidental.

Agora, com a divulgação do laudo pericial da PCIPA, o caso ganha novos desdobramentos, sobretudo para definir a responsabilidade criminal do cabo da Rotam, que pode se confirmar o crime de feminicídio em julgamento pelo Tribunal do Júri, que ainda será marcado.

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A RBTV conversou com Dorivaldo Belém, advogados dos familiares de Bruna Meireles, que afirmou que o laudo pericial é a prova técnica essencial para a condenação de Wladson Luan Monteiro Borges por feminicídio, como forma de ser feita justiça pela morte da estudante. 

Entretanto, a reportagem da RBATV também ouviu o advogado de defesa do policial militar, que afirma que as mensagens são apenas fragmentos que estão fora de contexto e, por sua vez, não podem ser determinantes no caso.

Veja a reportagem da RBATV:

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