Uma ação integrada das forças de segurança resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que atuava no Marajó Ocidental, no Pará. Realizada nesta terça-feira (31), a operação “Medusa” teve como foco desarticular um grupo envolvido em crimes como extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região.
Coordenada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DRFRVA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), a ofensiva contou ainda com o apoio da Polícia Civil do Ceará. As investigações apontam que comerciantes e servidores públicos de São Sebastião da Boa Vista participavam do esquema, sendo responsáveis por receber valores provenientes das atividades ilícitas.
Conteúdos relacionados:
- Vídeos: torcidas de Remo e Paysandu entram em confronto
- Vídeo: homem mata companheira a facadas em hotel no Pará
- Homem nega acusação de estupro após ser linchado na Condor, em Belém
A atuação do grupo se estendia por diversos municípios da região, incluindo São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Portel, Breves e Anajás. Durante a operação na cidade de São Sebastião da Boa Vista, as equipes contaram com o suporte do Grupamento Fluvial da Polícia Militar para chegar aos alvos.
As autoridades identificaram o funcionamento da organização após a quebra de sigilos fiscal e bancário dos investigados, o que revelou uma movimentação financeira expressiva. “Percebemos uma movimentação vultosa, superior a 20 milhões de reais. Verificou-se que os valores oriundos da lavagem de dinheiro eram destinados a uma empresa de construção de imóveis de alto padrão na cidade de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza”, destacou o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO.
Além das prisões, três veículos de alto valor foram apreendidos. Os suspeitos foram levados para a unidade policial, onde passaram pelos procedimentos legais e seguem à disposição da Justiça.
Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!
As investigações continuam, com a possibilidade de novas prisões e bloqueio de bens ligados ao grupo criminoso. A operação contou ainda com o apoio de diferentes unidades especializadas, incluindo equipes de combate à lavagem de dinheiro, repressão ao crime organizado, além de delegacias especializadas em roubos e antissequestro.
