Casos de fraude pela internet têm se tornado cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar. Em Marabá, no sudeste do Pará, uma investigação recente revelou um esquema inusitado que envolvia a criação de uma história falsa para sensibilizar possíveis doadores.
A Polícia Civil do Pará (PC) deteve, nesta sexta-feira (17), uma mulher suspeita de aplicar golpes ao inventar um animal doente para arrecadar dinheiro. Segundo as apurações iniciais, ela teria utilizado o ChatGPT para gerar a imagem do suposto animal, que na realidade nunca existiu.
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A estratégia consistia em divulgar uma campanha nas redes sociais, com a venda de rifas e pedidos de ajuda financeira para custear uma suposta cirurgia veterinária. O caso começou a ser desvendado após uma clínica da cidade receber contatos de pessoas em busca de informações sobre o animal, que alegadamente estaria internado no local.
Sem registro de atendimento compatível com o relato, funcionários da clínica desconfiaram da situação e decidiram investigar por conta própria. Após conseguirem identificar um endereço ligado à campanha, acionaram a polícia.
De acordo com o delegado que investiga o caso, os agentes foram até o local indicado, no bairro Liberdade, onde localizaram a suspeita. Ela foi levada à unidade policial junto com outros envolvidos para prestar esclarecimentos.
Durante a apuração, foram analisados celulares e comprovantes de transferências feitas por vítimas. A polícia identificou que os valores eram recebidos por meio de dados de terceiros, neste caso, a própria mãe da suspeita, que, segundo o delegado, não teria conhecimento do uso das informações.
Além dos depósitos, a mulher também utilizava serviços de transporte por aplicativo para recolher contribuições em dinheiro, ampliando o alcance do golpe. Apesar das evidências, a suspeita não permaneceu presa.
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Conforme explicou a autoridade policial, não houve flagrante, já que os últimos repasses não ocorreram recentemente. O caso segue em investigação, com análise mais detalhada dos aparelhos apreendidos, e deve ser encaminhado ao Ministério Público para eventual denúncia por estelionato.
