A Polícia Civil do Pará cumpriu no município de São Miguel do Guamá um mandado de prisão preventiva contra Suellen Castro da Vera Cruz, investigada por uma sequência de crimes graves, inclusive envolvendo crianças. Conhecida como “Alerquina Malvadona”, a suspeita passou a responder por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, incêndio criminoso e furto qualificado.
Segundo as investigações, Suellen é apontada como responsável pela morte de uma criança de seis anos e pela tentativa de homicídio contra outra, de 10 anos. Além disso, ela também é investigada por envolvimento em um incêndio em residência e pelo desaparecimento de valores durante o mesmo episódio.
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A polícia trabalha com a hipótese de que os crimes tenham sido motivados por vingança, após o fim do relacionamento entre a mãe das crianças e a suspeita. O histórico investigado também indica episódios anteriores de comportamento criminoso envolvendo a própria família.
Em um desses antecedentes, ela teria gravado um vídeo simulando o sequestro do próprio filho, com o objetivo de tentar obter dinheiro do pai da criança, segundo apurado pela Polícia Civil.
Um dos casos mais graves ocorreu no último dia 05 de março. De acordo com as investigações, a suspeita teria oferecido uma bebida achocolatada a uma criança de seis anos, que passou mal logo após o consumo e morreu horas depois, com indícios de envenenamento.
No dia do velório da criança, a investigada teria ido até a residência da família sob a justificativa de usar o banheiro. Pouco tempo depois, o imóvel foi atingido por um incêndio. Na ocasião, cerca de R$ 900 desapareceram da casa, fato que passou a ser tratado como possível furto relacionado ao episódio.
Outro caso sob apuração envolve uma criança de 10 anos. A suspeita teria oferecido um bombom em via pública, alegando que gravaria um vídeo para redes sociais e prometendo dinheiro em troca do consumo do doce. Após ingerir o alimento, a criança passou mal e foi internada.
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Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da suspeita, que foi autorizada pela Justiça. Suellen foi detida e segue à disposição do Poder Judiciário enquanto o caso continua sendo apurado.
