A rotina aparentemente tranquila de uma joalheria no bairro do Comércio, em Belém, foi interrompida meses atrás por uma ação criminosa marcada pela audácia e pela tentativa de enganar vítimas com uma falsa operação policial. Agora, após semanas de investigação e diligências em diferentes endereços da capital paraense, a Polícia Civil chegou a uma das suspeitas de participação direta no roubo.

Na última terça-feira (26), equipes da Divisão de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) cumpriram um mandado de prisão preventiva contra uma mulher investigada por envolvimento no crime ocorrido em abril deste ano. Segundo as investigações, ela teria atuado ao lado de outros integrantes de uma associação criminosa responsável por subtrair aproximadamente R$ 500 mil em joias e objetos de valor.

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DISFARCE DE OPERAÇÃO POLICIAL

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos entraram no estabelecimento utilizando roupas semelhantes às usadas por agentes da corporação, simulando uma ação oficial. Durante a invasão, a investigada teria se apresentado falsamente como delegada de polícia, enquanto os demais comparsas recolhiam os itens da joalheria.

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As investigações conduzidas pela DRFR, com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP), ganharam força após a prisão de outros envolvidos no esquema criminoso. Um dos suspeitos chegou a ser localizado e preso no estado de Santa Catarina.

CELULAR ESQUECIDO AJUDOU A POLÍCIA

Um detalhe considerado decisivo pelos investigadores contribuiu diretamente para a identificação dos participantes do assalto. Conforme explicou o delegado Arthur do Rosário, a mulher trabalhava em uma loja de operadora de telefonia celular e acabou esquecendo seu aparelho dentro do veículo utilizado na ação criminosa.

O carro, posteriormente abandonado pelos autores do roubo, foi analisado pela polícia, permitindo o avanço das investigações e o rastreamento dos suspeitos. "Com o aprofundamento das diligências investigativas, foram obtidos diversos endereços vinculados à investigada, que fugiu logo após o roubo", destacou o delegado.

CERCO POLICIAL LEVOU À APRESENTAÇÃO

Ainda segundo a Polícia Civil, a mulher vinha sendo alvo de diversas diligências, especialmente no distrito de Icoaraci, onde estaria escondida. Com o avanço das investigações e o cerco policial cada vez mais próximo, o advogado da suspeita entrou em contato com a DRFR para informar que faria a apresentação espontânea da cliente.

A entrega aconteceu no mesmo dia em que os policiais se preparavam para cumprir o mandado judicial no imóvel onde ela estaria residindo. Após ser interrogada na sede da especializada, a mulher confessou participação no crime.

INVESTIGAÇÕES CONTINUAM

Depois dos procedimentos legais, a prisão preventiva foi formalizada e a suspeita foi colocada à disposição do Sistema Penitenciário do Estado do Pará.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para localizar outros possíveis envolvidos no roubo à joalheria.

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