As investigações sobre a morte da cantora paraense Ruthetty ganharam um novo capítulo após a prisão do irmão da artista, Ivanildo Gomes dos Santos, sargento da Polícia Militar, apontado como suspeito de participação no crime ocorrido no fim de 2025, em Belém.

Em entrevista à repórter Sabrina Linhares, da RBATV, o advogado de defesa do militar, Philippe Aguiar, afirmou que a prisão tem caráter processual e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade do investigado.

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Segundo o defensor, a medida foi decretada para garantir o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil, que ainda estariam analisando diferentes linhas de apuração.

"A prisão do Ivanildo é uma prisão processual. A investigação ainda está correndo e existem diversas linhas de investigação. Não há nada concluído ainda", afirmou o advogado.

De acordo com Aguiar, o fato de Ivanildo ser um dos irmãos mais próximos da cantora fez com que ele passasse a integrar uma das linhas investigativas. No entanto, a defesa sustenta que o militar não pode ser tratado como culpado neste momento.

"Ele não é o principal suspeito, não está sendo apontado como executor e não é o culpado da situação. É apenas um dos suspeitos e a Polícia Civil está fazendo o trabalho dela de investigar todas as possibilidades", declarou.

Investigações sobre o crime

O advogado também revelou que, após a morte da cantora, Ivanildo o procurou para acompanhar o caso e buscar informações sobre o andamento das investigações. Segundo a defesa, o policial demonstrava interesse em descobrir quem teria cometido o crime.

"Ele estava desesperado para saber a verdade. Assim como todos nós, ele também queria uma resposta por ser irmão dela", afirma o advogado.

Questionado sobre os motivos que levaram à prisão preventiva do militar, Philippe Aguiar afirmou acreditar que a proximidade entre Ivanildo e a cantora tenha sido um dos fatores considerados pelos investigadores. Ainda assim, ressaltou que outras pessoas também estão sendo investigadas e tiveram depoimentos analisados pela polícia.

Prisão durante trabalho em Outeiro

O advogado informou que o sargento foi preso durante o expediente de trabalho, na Ilha de Outeiro, em uma ação realizada pela Polícia Civil com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

Durante a entrevista, Aguiar também comentou o desaparecimento do delegado que atuou na prisão de um suspeito apontado como executor do crime. Segundo ele, não há qualquer elemento concreto que permita relacionar os dois casos.

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"O que existe são apenas suposições. As pessoas associam os fatos porque o delegado participou da prisão do executor confesso, mas não há nada confirmado até o momento", afirmou.

A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre os elementos que embasaram a prisão do militar nem sobre qual teria sido sua suposta participação no assassinato da cantora.

Relembre o caso

A cantora paraense Ruthetty foi assassinada no fim de 2025, em Belém. Desde então, o caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam).

Ao longo das investigações, um homem apontado pelas autoridades como executor do crime foi preso e teria confessado participação no homicídio. A apuração seguiu em busca de identificar possíveis mandantes e demais envolvidos.

Nesta semana, a investigação ganhou um novo desdobramento com a prisão de Ivanildo Gomes dos Santos, irmão da cantora e sargento da Polícia Militar.

Segundo informações obtidas pela reportagem, outras duas pessoas também estariam sendo investigadas por possível participação no crime: a esposa do policial e outra irmã da artista. Conforme apurado, uma das suspeitas teria solicitado e pago uma corrida por aplicativo que teria sido utilizada para transportar o suposto executor e a esposa do militar até o local onde o assassinato ocorreu.

Antes de se tornar investigado, Ivanildo concedeu diversas entrevistas à imprensa, defendendo que familiares não teriam envolvimento na morte da cantora e cobrando respostas das autoridades sobre a elucidação do caso.

As suspeitas envolvendo familiares ainda fazem parte da investigação e aguardam confirmação oficial por parte da Polícia Civil.

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