Uma negociação que durou cerca de seis horas terminou sem vítimas feridas e com a prisão de dois homens suspeitos de assaltar uma casa lotérica em Ponta de Pedras, município do Marajó. A ação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Grupamento Fluvial e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que atuaram de forma integrada para garantir a libertação dos reféns e a rendição dos suspeitos.
O caso ocorreu nesta terça-feira (30), por volta do meio-dia, quando dois homens armados invadiram uma casa lotérica do município e fizeram funcionários reféns durante o assalto. Após serem acionadas, as forças de segurança isolaram a área e iniciaram um protocolo de gerenciamento de crise para negociar a liberação das vítimas.
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Segundo a Polícia Civil, os suspeitos, identificados como Edan Thalisson Pinheiro Ribeiro e Tiago Vieira Azevedo permaneceram dentro do estabelecimento mantendo três funcionários sob ameaça. Durante as negociações, por volta das 14h, uma das reféns, uma mulher, foi libertada após acordo conduzido pelo negociador da Polícia Militar.
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No entanto, dois funcionários permaneceram em poder dos criminosos. Diante da complexidade da ocorrência, equipes especializadas do Grupamento Fluvial e do Bope foram enviadas para reforçar a operação, passando a atuar junto às equipes que já conduziam as negociações.
De acordo com as investigações, os suspeitos tinham acesso a aparelhos celulares dentro da lotérica, o que permitia acompanhar parte da movimentação policial do lado de fora durante toda a ocorrência.
As conversas avançaram ao longo da tarde e os criminosos condicionaram a rendição à presença de familiares. Após articulação das forças de segurança, parentes dos dois homens foram levados de Belém até Ponta de Pedras. Com a chegada deles, por volta das 17h, os suspeitos decidiram se entregar e libertaram os dois últimos reféns.
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Durante a ação, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 com dez munições, que teria sido utilizado no assalto. Já na Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras, foi cumprido um mandado de prisão contra Edan Thalisson Pinheiro Ribeiro. Segundo a corporação, a ordem judicial era decorrente de regressão cautelar relacionada a uma investigação de homicídio registrada no município de Vigia, no nordeste do Pará.
Enquanto a negociação acontecia, equipes policiais realizaram diligências em um imóvel apontado como possível base de apoio aos suspeitos. Na residência foram encontrados aparelhos celulares e munições de calibre .22. Conforme a Polícia Civil, a moradora do imóvel é investigada por suspeita de ter oferecido abrigo e apoio logístico aos autores do assalto.
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As investigações continuam para apurar a possível ligação dos presos com uma organização criminosa e identificar eventual participação deles em outros crimes praticados com violência.
