Um agente público foi preso nesta terça-feira (22) durante a segunda fase da Operação Ação e Reação, deflagrada pela Polícia Civil do Pará para avançar nas investigações sobre um homicídio qualificado ocorrido em Abaetetuba, no nordeste paraense.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de Abaetetuba, com apoio da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, das delegacias de Abaetetuba e Cametá e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Abaetetuba.
O preso foi identificado como Jon Melo Mota, investigado por envolvimento na morte de Isaque Nilton de Carvalho Pereira*, assassinato registrado em 23 de março de 2025 em um posto de combustíveis no município.
Arma sem registro foi encontrada com investigado
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Cametá, por volta das 11h30, os policiais localizaram Jon Melo Mota. Segundo a Polícia Civil, ele não ofereceu resistência à abordagem.
Na revista pessoal, os agentes apreenderam uma pistola calibre .380 municiada, que, conforme a investigação, não possuía registro em nome do investigado. Diante da situação, ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Também foi apreendido um aparelho celular.
A diligência foi acompanhada por um inspetor da Guarda Civil Municipal.
Investigações apontam crime premeditado
Ao mesmo tempo, outra equipe cumpriu um mandado de busca na residência do investigado, localizada no Ramal do Jacaré Dourado, em Abaetetuba. No imóvel, foram encontradas duas placas balísticas e roupas pretas. A arma registrada em nome de Jon Melo, no entanto, não foi localizada.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que o homicídio foi premeditado e teria sido motivado por desavenças pessoais entre os suspeitos e a vítima. Entre as motivações apuradas está a suspeita de que Isaque influenciava negativamente o filho de outro investigado, Josimar Rodrigues Alcântara, além da acusação de que a vítima teria cometido furtos em imóveis ligados a Jon Melo.
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Na primeira fase da Operação Ação e Reação, a Polícia Civil cumpriu medidas cautelares contra Josimar Rodrigues Alcântara, apontado como principal suspeito do crime.
Jon Melo Mota permanece preso e está em processo de transferência para uma unidade da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos.
