A família de Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo vive nesta terça-feira (25/08) um dos momentos mais aguardados desde a morte da jovem. Lucas Magalhães será submetido ao Tribunal do Júri, em Belém, quase cinco anos depois do caso que terminou com a morte da estudante.
A sessão está prevista para começar às 8h, no Fórum Criminal de Belém. O julgamento é acompanhado de perto por familiares e amigos de Yasmin, que esperam uma decisão da Justiça após anos de recursos e desdobramentos no processo.
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A mãe da jovem, Eliene Cristine Fontes, afirmou que a família chega ao julgamento com esperança de uma condenação.
“Lutamos e aguardamos por esse julgamento durante 4 anos e 8 meses. Comemoramos a cada não recebido em cada recurso ou pedido de habeas-corpus antes mesmo da prisão. Estamos esperançosos com a condenação”, afirmou ela.
Julgamento pode durar dois dias
A expectativa da família é que a sessão não seja concluída em apenas um dia. De acordo com Eliene, o processo reúne um número elevado de testemunhas e diferentes relatos apresentados durante as investigações.
“São muitas testemunhas, foram muitas histórias contadas no decorrer do inquérito. Acredito que pelo menos dois dias”, declarou.
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A mãe de Yasmin disse ainda que pretende acompanhar o julgamento ao lado de familiares, amigos e advogados. “Estamos todos ansiosos para a hora do julgamento. Irei ao fórum rodeada de familiares, advogados e amigos. Mas estamos bem protegidos”, relatou.
Família convoca apoiadores
Nas redes sociais, familiares e pessoas próximas também organizaram uma mobilização para acompanhar o julgamento no Fórum Criminal de Belém.
O convite é direcionado aos amigos, parentes e apoiadores que desejam estar presentes durante a sessão e demonstrar solidariedade à família de Yasmin. A mobilização utiliza como mensagem central: “Por Yasmin - Pela verdade - Pela justiça.”
Relembre o caso Yasmin Macêdo
Yasmin Macêdo tinha 21 anos, era estudante de Medicina Veterinária e também atuava como influenciadora digital. Em dezembro de 2021, ela desapareceu durante um passeio de lancha pelo rio Maguari, em Belém.
O corpo da jovem foi localizado no dia seguinte. A investigação apontou afogamento como causa da morte.
Outras pessoas estavam na embarcação durante o passeio. Lucas Magalhães, apontado como proprietário da lancha, responde ao processo que será analisado pelo Tribunal do Júri.
As acusações incluem homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo.
Durante a investigação, também foram relatados disparos de arma de fogo ocorridos durante o passeio e possíveis alterações na embarcação antes da realização da perícia.
Agora, depois de quatro anos e oito meses de espera, familiares de Yasmin acompanham o início do julgamento. Para a mãe da jovem, o momento representa a possibilidade de finalmente obter uma resposta judicial para o caso.
