Passados quase dois anos da morte do investigador Lúcio dos Santos Barros, 39, a Polícia Civil concluiu o inquérito com a prisão do quinto e último envolvido. Alax Acioly Rodrigues, 23, conhecido como “Abóbora”, é apontado como o fornecedor das três armas utilizadas durante o assalto que teve a intervenção do policial civil, teria ainda fornecido a motocicleta utilizada na fuga e ainda participou ativamente do crime. O suspeito nega a acusação, porém, a Divisão de Homicídios cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra ele, também por ter assassinado, na época, um dos integrantes do grupo.

Após mudar diversas vezes de endereço para não ser capturado pela polícia, Alax foi preso por volta das 14h de ontem, dentro de uma igreja evangélica, no bairro da Pedreira, momentos antes de dar testemunho sobre a vida pregressa e erros que cometeu no passado. Uma equipe de policiais civis formada pelo delegado Dauriedson Bentes, escrivão Flávio Trindade, e os investigadores Góes, Hilário e Kelvin, conseguiram prendê-lo. Alax não tentou reagir. Na Divisão de Homicídios, ele confessou que matou o comparsa Yuri José Araújo, 21, conhecido como ‘De Menor’, três meses depois da morte do investigador. “A gente tinha uma rixa”, disse. Para a polícia, ele teria dito ainda que cometeu o crime por que Yuri denunciou o envolvimento de Alax também na morte de Lúcio. “Eu não matei esse policial. Não ‘tava’ nesse assalto”, alega.

De acordo com as investigações presididas pelo delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, mesma unidade onde Lúcio era lotado, Alax seria o responsável por fornecer as armas, a moto e ainda participou ativamente do crime. “Ele estava sendo procurado desde a época. Com a prisão dele, o sentimento é de dever cumprido, haja vista que perdemos um companheiro no momento em que foi tentar salvar a vida do comerciante que por pouco não foi ceifada pelos cinco assaltantes”, diz. “Ele ia às escondidas à igreja. Ficamos de campana desde manhã para conseguir prendê-lo”, esclarece Bentes.

Além de Alax, Nei Queiroz – o ‘Nei Capacete’ -, Yuri José Araújo – o ‘De Menor’ -, Diego Batista e Luiz Fernando Nascimento, tentaram assaltar um depósito de bebidas, ao lado da casa do investigador, no bairro do Umarizal, no dia 11 de março de 2013. Lúcio havia defendido o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dois dias antes, ia se formar em Direito. Ele trocou tiros com os assaltantes, acabou sendo baleado, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Nei morreu no dia seguinte após reagir ação policial. Yuri, foi morto por Alax – que confessou que matou o comparsa – logo depois de sair da cadeia por causa do envolvimento na morte do policial. Diego e Luiz continuam presos.

(Diário Polícia)

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