A presença de Flávio Bolsonaro em Belém na segunda-feira (14/09) serviu para deixar mais evidente o novo desenho político da campanha de Daniel Santos ao Governo do Pará. Ao lado do presidenciável do PL e do senador Éder Mauro, o candidato do Podemos subiu ao mesmo palanque e reforçou a aproximação com um dos principais grupos bolsonaristas no estado.
A agenda, que incluiu motociata e comício no Ver-o-Rio, teve forte caráter político e expôs uma aliança que reúne três nomes com atuação em diferentes frentes eleitorais: Daniel Santos na disputa pelo governo, Éder Mauro na corrida ao Senado e Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
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A estratégia, porém, acontece em um cenário que impõe um desafio à candidatura de Daniel: a alta rejeição ao próprio Flávio Bolsonaro entre os eleitores paraenses.
Flávio Bolsonaro tem 48% de rejeição no Pará
De acordo com pesquisa Real Time Big Data, realizada entre os dias 10 e 14 de setembro, Flávio Bolsonaro aparece com 48% de rejeição no Pará. O índice é o maior entre os candidatos testados para a Presidência no estado.
No levantamento, Lula aparece com 44% de rejeição. Na sequência, estão Pablo Marçal, com 42%, e Renan Santos, com 38%.
Apesar da resistência, Flávio ocupa a segunda colocação na intenção de voto para o primeiro turno no Pará, com 33%, atrás de Lula, que tem 41%. No segundo turno, o cenário se repete, com Lula tendo 44% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro.
Os números mostram, portanto, um eleitorado paraense dividido e com forte rejeição ao seu nome.
Pesquisa Registrada BR-08918/2026 (Divulgação: 15/09/2026):
- Universo: Eleitores do Estado do Pará
- Tamanho da Amostra: 1.600 entrevistas
- Data de Campo: 10 a 14 de setembro de 2026
- Margem de Erro: ±2,0 pontos percentuais
- Nível de Confiança: 95%
Daniel assume lado bolsonarista
É justamente nesse ambiente que a aproximação entre Daniel, Éder Mauro e Flávio Bolsonaro ganha peso eleitoral. Ao participar do mesmo ato, o candidato ao governo do Pará não apenas dividiu o palanque, mas passou a ocupar publicamente um espaço político associado ao bolsonarismo no Pará. A presença de Éder Mauro reforçou ainda mais essa identificação.
