De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia a Infecção Urinária é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/ml). Podendo ser sintomática ou assintomática, a infecção pode acometer somente o trato urinário baixo, sendo chamada de “cistite”, ou afetar também o trato urinário superior (infecção urinária alta), sendo chamada de “pielonefrite” ou infecção urinária grave.

Apesar de tanto os homens como as mulheres estarem sujeitos à infecção, nos homens ela ocorre por conta de um agente motivador, como explica o médico urologista do Sistema Hapvida, Antonio Moraes Junior.

"Nos homens, a gente costuma dizer que a infecção urinária "nunca vem de graça", sempre tem uma causa, um fator que motiva a infecção urinária. Seja o crescimento da próstata, seja um divertículo na bexiga, um cálculo vesical, ureteral, renal, um cálculo urinário em qualquer local e também fatores como atividade sexual e prostatite. Então são multifatores que levam o homem a ter infecção urinária, mas é difícil um homem apresentar a infecção sem ter alguma coisa por trás disso".

Antonio Moraes Junior, médico urologista do Hapvida
Antonio Moraes Junior, médico urologista do Hapvida | Divulgação/Hapvida

Ao contrário do sexo masculino, as mulheres são as mais acometidas com a infecção, responsável por um quadro com estimativa de que mais de 50% das mulheres terão infecção urinária ao longo da vida. Nelas, a infecção é via ascendente, ou seja, primeiro afeta a uretra e a bexiga e depois pode subir em direção aos rins. "Nas mulheres, 80% da infecção urinária é via ascendente, são bactérias que vem da região perivulvar, perianal do trato gastrointestinal e sobem pela uretra e atingem a bexiga", afirma o especialista.

Este tipo de infecção é chamada de cistite, uma das causas mais comuns. "A via ascendente são as bactérias que normalmente vem do trato gastrointestinal e migram para o aparelho urinário'', conta Antonio Moraes Junior. Ele ainda reforça que a infecção hematogênica, responsável por acometer os homens, acontece via circulação sanguínea, pois através da corrente sanguínea elas se dirigem aos rins, levando a pielonefrite aguda.

Segundo o urologista, dependendo do local da infecção, os sintomas podem mudar. "Se for infecção baixa (cistite), o paciente tem uma dificuldade para urinar, uma vontade de urinar mais frequente e ardência para urinar, podendo às vezes urinar sangue. Já na infecção urinária do trato urinário alto, também chamada de infecção urinária grave (pielonefrite), o paciente terá dor lombar, febre e anemia".

Especialista pontua os fatores de risco para a infecção urinária | Jcomp/Freepik

O tratamento da infecção depende da apresentação da infecção, ou seja, é compatível com cistite ou pielonefrite. Assim como depende também da pessoa afetada (idosos, mulheres gestantes, adultos, crianças), do agente infeccioso, e da própria evolução do quadro clínico, como diz a SBN.

Eles ainda ressaltam como fatores de risco para a infecção: o sexo feminino; menopausa; higienização íntima inadequada antes e após o ato sexual; litíase (cálculo) renal; alterações na próstata; histórico de procedimentos urológicos, e de uso recente de sonda vesical.

Logo como prevenção, é importante a higiene adequada, ingerir bastante água, urinar com frequência e evitar o consumo de elementos que possam irritar o trato urinário.

Recomenda-se urinar após o ato sexual, que as mulheres menstruadas troquem o absorvente higiênico mais vezes, além de evitar roupas mais justas, pois elas podem segurar calor e umidade, contribuindo para a proliferação de bactérias, já que durante nesse período as mulheres são mais propensas a terem infecção urinária.

Ao contrário do sexo masculino, mulheres são as mais acometidas com a infecção Foto: pressfoto/Freepik

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