Um estudo publicado recentemente por uma equipe internacional de pesquisadores mostra que há uma conexão significativa entre fatores do estilo de vida — como dieta, atividade física e sono — e o funcionamento dos mecanismos cerebrais associados ao desenvolvimento de demência em idades avançadas. A pesquisa, que reuniu dados de milhares de participantes ao longo de décadas, reforça a noção de que rotinas cotidianas podem contribuir significativamente à saúde cognitiva ao longo da vida.

Entre os hábitos analisados, a alimentação balanceada, a prática regular de exercícios aeróbicos e manter padrões de sono regulares foram associados a reduções mensuráveis em marcadores inflamatórios e acúmulo de proteínas anormais no cérebro, que são características encontradas em doenças neurodegenerativas como Alzheimer.

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O estudo também apontou que pessoas que permanecem cognitivamente ativas — por meio de desafios mentais, leitura, resolução de problemas e engajamento social — tendem a apresentar melhor conectividade cerebral e maior reserva cognitiva, potencialmente retardando os sintomas da demência mesmo quando detectadas alterações estruturais no cérebro.

Pesquisadores destacam que fatores como obesidade, sedentarismo e apneia do sono foram associados a maiores riscos de declínio cognitivo em idades posteriores, sugerindo que intervenções comportamentais precoces podem ter impacto relevante na saúde mental.

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Autoridades em saúde pública comentam que, embora ainda não exista uma cura para a demência, medidas preventivas — como alimentação equilibrada, atividades físicas regulares e sono adequado — podem reduzir a incidência de casos graves e promover envelhecimento saudável.

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