Comum entre crianças em idade escolar, a pediculose, infestação por piolhos no couro cabeludo, ainda gera dúvidas e mitos. Apesar de simples, o tratamento exige atenção e cuidados adequados para evitar a transmissão e as reinfestações.
A pediculose capitis é uma infestação causada pelo parasita Pediculus humanus capitis, que vive exclusivamente no couro cabeludo humano e se alimenta de sangue. Embora seja mais frequente na infância, pode atingir pessoas de qualquer faixa etária e não está relacionada à falta de higiene.
Os piolhos não pulam nem voam. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto entre cabeças, situação comum em brincadeiras e atividades escolares. O compartilhamento de objetos pessoais, como pentes, bonés e travesseiros, representa um risco menor, já que o parasita sobrevive pouco tempo fora do hospedeiro.
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Durante o ciclo de vida, o piolho passa pelas fases de ovo (lêndea), ninfa e adulto. As lêndeas ficam presas aos fios de cabelo e podem dar origem a novos parasitas, o que explica a persistência da infestação quando o tratamento não é feito corretamente.
Entre os principais sintomas estão a coceira intensa no couro cabeludo, irritações causadas pelo ato de coçar e a presença visível de piolhos ou lêndeas, especialmente na nuca e atrás das orelhas. Em alguns casos, a coceira pode demorar a aparecer, principalmente na primeira infestação.
O diagnóstico é simples e feito por observação direta, com auxílio de boa iluminação e do pente fino, passado mecha por mecha para identificar piolhos vivos ou ovos.
O tratamento eficaz combina o uso de medicamentos pediculicidas, como loções ou shampoos à base de permetrina ou piretrinas, com a remoção mecânica das lêndeas por meio do pente fino. Em algumas situações, pode ser necessária a repetição do produto entre sete e quatorze dias, conforme orientação médica.
Para prevenir novas infestações, recomenda-se evitar o contato direto cabeça a cabeça, não compartilhar objetos pessoais e realizar inspeções regulares nos cabelos das crianças. A lavagem de itens de uso recente, como lençóis e chapéus, também ajuda a reduzir o risco.
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Práticas caseiras sem comprovação científica, como uso de vinagre, óleos ou produtos perigosos, devem ser evitadas, pois não são eficazes e podem causar danos à saúde.
Com acompanhamento adequado e tratamento correto, a pediculose costuma ser resolvida em poucas semanas. A vigilância contínua e a informação são fundamentais para evitar reinfestações e controlar a disseminação.
