O Dia Internacional do Preservativo é celebrado em 13 de fevereiro e tem como objetivo ampliar o debate sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez não planejada. A data foi criada em 2008 pela AIDS Healthcare Foundation, instituição internacional sem fins lucrativos voltada ao atendimento de pessoas que vivem com HIV.

A iniciativa busca incentivar o uso do preservativo como estratégia de saúde pública e reforçar a importância da educação sexual.

Por que o uso do preservativo é importante?

O preservativo é considerado uma das formas mais eficazes de prevenção durante relações sexuais. Ele atua como barreira física contra vírus e bactérias responsáveis por ISTs, como o HIV, a sífilis e a gonorreia, além de funcionar como método contraceptivo.

O uso correto e consistente reduz o risco de transmissão do HIV (vírus da imunodeficiência humana), que compromete o sistema imunológico, responsável por defender o organismo contra doenças.

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Autoridades de saúde reforçam que a proteção individual também contribui para a proteção coletiva, reduzindo a circulação de infecções na população.

Estigma ainda é desafio para a saúde pública

Apesar da eficácia comprovada, o uso da camisinha ainda enfrenta resistência em diferentes contextos sociais. O estigma associado ao preservativo pode estar relacionado a normas culturais, crenças religiosas e tabus envolvendo sexualidade.

Em alguns casos, o uso é associado a comportamentos considerados inadequados, o que pode gerar constrangimento e dificultar o diálogo sobre prevenção. A falta de informação e a ausência de conversas abertas sobre saúde sexual também contribuem para a baixa adesão.

Especialistas apontam que o preconceito pode impactar diretamente os índices de ISTs e gravidez não planejada, já que a não utilização do preservativo aumenta os riscos de transmissão.

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Educação e informação como estratégias de prevenção

Campanhas realizadas no Dia Internacional do Preservativo defendem que o uso da camisinha deve ser tratado como prática comum de cuidado com a saúde.

A ampliação do acesso à informação, a inclusão da educação sexual em espaços escolares e comunitários e a promoção de campanhas públicas são apontadas como medidas para reduzir o estigma.

Ao integrar o uso do preservativo às políticas de saúde e às conversas cotidianas, a data busca fortalecer ações de prevenção e ampliar a conscientização sobre a importância da proteção nas relações sexuais.

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