O arsenal terapêutico contra um dos tipos mais agressivos de câncer acaba de ser ampliado no Brasil e representa mais uma esperança para milhares de pacientes que tratam a doença.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (30) o uso do medicamento Olizu (serplulimabe) para o tratamento de primeira linha de adultos com câncer de pulmão de pequenas células em estágio avançado, conhecido pela sigla CPPC-DE.
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A decisão representa um avanço concreto neste tipo específico de tratamento. Vale ressaltar que o Olizu é um anticorpo monoclonal desenvolvido pela Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
O medicamento é utilizado em combinação com quimioterapia, especificamente com carboplatina e etoposídeo, e demonstrou melhora da sobrevida global em pacientes com a forma mais avançada do câncer de pulmão de pequenas células.
Os anticorpos monoclonais representam uma alternativa terapêutica cada vez mais relevante no tratamento oncológico.
Segundo estudo publicado na Revista Brasileira de Cancerologia, esses medicamentos podem atuar de duas formas principais: estimulando a resposta do sistema imunológico ou agindo diretamente sobre as células tumorais, com alta especificidade e menor incidência de efeitos colaterais em comparação a outros tratamentos convencionais.
O que é o câncer de pulmão de pequenas células?
O CPPC se caracteriza pela multiplicação descontrolada de células que formam tumores com desenvolvimento acelerado e alta tendência a se espalhar para outras regiões do corpo, o que o torna particularmente difícil de tratar quando diagnosticado tardiamente.
Apesar da gravidade, as chances de cura aumentam de forma significativa com o diagnóstico precoce.
O tabagismo é a principal causa conhecida do câncer de pulmão de pequenas células, sendo responsável por aproximadamente 80% dos casos registrados.
Um avanço para o tratamento oncológico no Brasil
A aprovação do Olizu se insere em um movimento mais amplo de transformação no tratamento do câncer.
As terapias com anticorpos monoclonais têm ampliado as opções disponíveis para pacientes e melhorado a eficácia dos protocolos clínicos, especialmente em tumores de comportamento mais agressivo.
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Com a liberação do serplulimabe pela Anvisa, médicos brasileiros passam a contar com mais uma ferramenta para enfrentar um dos diagnósticos oncológicos mais graves da atualidade.
