Pessoas com esclerose múltipla podem participar de um projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA) que oferece atendimento de terapia ocupacional, acolhimento e recursos para auxiliar na realização das atividades do dia a dia. Os atendimentos ocorrem às terças e quintas-feiras, e os interessados podem obter informações sobre a participação pelas redes sociais do projeto.
A iniciativa, chamada "Acolhimento e cuidado terapêutico ocupacional de pessoas com Esclerose Múltipla", busca contribuir para a autonomia, o bem-estar e a participação social de pessoas que convivem com a doença.
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COMO PARTICIPAR DO PROJETO DA UFPA
O primeiro passo para quem tem esclerose múltipla e deseja conhecer o atendimento é procurar as redes sociais do projeto, onde são disponibilizadas informações aos interessados.
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Depois, os participantes passam por um acolhimento inicial. Nessa etapa, a equipe conversa com o paciente, esclarece dúvidas e conhece melhor as necessidades relacionadas ao diagnóstico. A partir dessas informações, são organizados os atendimentos posteriores. As atividades são realizadas às terças e quintas-feiras.
O QUE O ATENDIMENTO OFERECE
A equipe trabalha de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa. Entre as ações desenvolvidas estão intervenções voltadas à reabilitação neurológica, física e cognitiva, além do uso de tecnologias assistivas.
Esses recursos podem ajudar na adaptação de atividades cotidianas, permitindo que o paciente encontre maneiras de continuar realizando tarefas importantes para sua rotina.
A proposta também considera aspectos que vão além dos sintomas físicos da doença. O projeto procura auxiliar os participantes a manter atividades relacionadas ao trabalho, aos estudos, à família, ao lazer e à convivência social.
“As nossas ações têm essa importância de fazer com que as pessoas, mesmo vivenciando um processo diagnóstico difícil e que causa sofrimento e ansiedade, consigam participar daquilo que elas precisam”, explica a professora Jeice Cardoso, coordenadora do projeto.
ATENDIMENTO CONSIDERA AS NECESSIDADES DE CADA PESSOA
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal. O sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura que protege os neurônios e contribui para a transmissão dos sinais nervosos.
A doença pode provocar diferentes manifestações, como fadiga, alterações na visão, dificuldades motoras e mudanças na sensibilidade. Uma das características da esclerose múltipla é a imprevisibilidade. Os sintomas e as limitações podem variar de uma pessoa para outra, o que exige que o acompanhamento leve em consideração as particularidades de cada paciente.
"A esclerose múltipla é um diagnóstico que tem como maior característica a imprevisibilidade. A gente nunca sabe qual vai ser, por exemplo, a sequela que o paciente vai ter ou o agravo clínico. O paciente com esclerose precisa modificar muito o seu dia a dia em torno do diagnóstico, e nenhum paciente com a doença é igual", afirma Jeice Cardoso.
PROJETO BUSCA PRESERVAR AUTONOMIA
Embora a esclerose múltipla ainda não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar manifestações da doença e contribuir para a qualidade de vida.
É nesse contexto que atua o projeto da UFPA. A proposta é combinar as práticas da terapia ocupacional com um ambiente de acolhimento, oferecendo suporte para que as pessoas continuem desempenhando atividades significativas em suas vidas.
A coordenadora destaca que o trabalho procura enxergar o paciente para além do diagnóstico. "Nós, como terapeutas ocupacionais, tentamos produzir um cuidado humanizado e acolhedor, entendendo que, antes do diagnóstico, existe uma pessoa", afirma.
Segundo ela, o objetivo é contribuir para que, mesmo diante das dificuldades provocadas pela esclerose múltipla, os participantes possam permanecer ativos e envolvidos na sociedade.
SERVIÇO:
- O que: projeto “Acolhimento e cuidado terapêutico ocupacional de pessoas com Esclerose Múltipla”
- Quem pode procurar: pessoas com esclerose múltipla interessadas em conhecer o atendimento
- Quando: terças e quintas-feiras
- Como participar: procurar informações e orientações pelas redes sociais do projeto
- Primeira etapa: acolhimento inicial, com esclarecimento de dúvidas e levantamento das necessidades do participante
- Atividades: terapia ocupacional, reabilitação neurológica, física e cognitiva e tecnologias assistivas
- Instituição: Universidade Federal do Pará (UFPA)
