O Departamento de Guerra dos Estados Unidos divulgou, na última sexta-feira (10), imagens de um objeto voador não identificado (óvni) captadas por astronautas durante a missão STS-80 do ônibus espacial Columbia, realizada pela Nasa em 1996.

A divulgação faz parte do programa Pursue, iniciativa que reúne documentos relacionados a fenômenos anômalos não identificados (UAP). Este é o quarto conjunto de arquivos históricos liberado pelo governo americano neste ano, após uma determinação do presidente Donald Trump.

O que mostram as imagens

Os registros apresentam um objeto próximo à órbita baixa da Terra, aparentemente realizando um movimento de rotação. Até o momento, as autoridades americanas não conseguiram identificar o equipamento nem encontraram evidências que indiquem qualquer relação com vida extraterrestre.

Análises apontam que o comportamento observado pode ser compatível com um objeto em órbita livre, localizado entre o ônibus espacial Columbia e o planeta.

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou a abertura dos arquivos e afirmou que a divulgação faz parte do compromisso de liberar documentos históricos sobre fenômenos anômalos não identificados.

Arquivos reúnem outros casos

O material divulgado reúne registros de diferentes períodos, incluindo documentos da década de 1950 até acontecimentos mais recentes. Entre os arquivos estão imagens da Nasa, relatórios de avistamentos do FBI e informações de investigações conduzidas pela CIA.

Entre os casos citados está um vídeo registrado em 2020, no qual um objeto de aparência incomum aparece se movimentando sobre o Oceano Atlântico. Segundo o Exército americano, o fenômeno durou cerca de 32 segundos e apresentava características semelhantes às de um balão deformado, com até 4,5 metros de altura.

Outro episódio ocorreu em 2019, quando pilotos da Marinha dos Estados Unidos relataram ter observado um objeto em alta velocidade com características de voo consideradas incomuns.

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Pentágono afirma que investigações continuam

O Departamento de Guerra informou que os documentos divulgados envolvem casos ainda sem uma explicação definitiva. Segundo o órgão, a ausência de informações suficientes impede uma identificação precisa dos fenômenos registrados.

A instituição afirmou ainda que continuará analisando os relatos e divulgando informações sobre casos solucionados, seguindo as exigências previstas em lei.

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