A coleta e a venda de latas de alumínio fazem parte da rotina de milhares de brasileiros e colocam o Brasil entre os países com maior índice de reciclagem desse material. Além do impacto ambiental, a atividade também representa uma alternativa de renda. Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621 para 2026, surge a dúvida: quantas latinhas são necessárias para atingir esse valor?
De acordo com dados do Recicla Sampa, em 2016 o Brasil reciclou 97,7% das latinhas de alumínio produzidas no país. No mesmo período, a comercialização do material movimentou cerca de R$ 947 milhões, segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
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Venda de latinhas é feita por quilo
As latinhas não são comercializadas por unidade, mas por quilo. Em média, são necessárias 75 latinhas para completar um quilo de alumínio. Esse número pode variar conforme o tamanho e o tipo da embalagem.
O preço pago pelo quilo do material depende da região e do comprador. No mercado de reciclagem, os valores costumam variar entre R$ 4 e R$ 10 por quilo. Para efeito de cálculo, foi utilizado como referência o valor de R$ 9 por quilo, praticado por um ferro-velho localizado em São Vicente (SP).
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Cálculo para alcançar um salário mínimo
Considerando o valor de R$ 9 por quilo, seriam necessários aproximadamente 180 quilos de latinhas para alcançar R$ 1.621. Ao multiplicar esse peso pela média de 75 latinhas por quilo, o total chega a cerca de 13.500 latinhas.
O cálculo pode ser adaptado à realidade de cada localidade. Basta dividir o valor do salário mínimo pelo preço pago por quilo na região e, em seguida, multiplicar o resultado pela média de latinhas necessárias para formar um quilo.
Atividade segue como fonte de renda
A coleta de latinhas segue presente em centros urbanos e eventos de grande circulação, integrando a cadeia da reciclagem e contribuindo para a economia circular. O valor obtido varia conforme o volume coletado, o preço local do alumínio e a regularidade da venda.
