O glitter convencional é feito de microplásticos que poluem os oceanos e prejudicam a vida marinha. Por isso, uma técnica caseira com gelatina e minerais naturais permite criar brilho biodegradável para usar na folia sem danos ao meio ambiente e tem feito sucesso.
A tendência do glitter ecológico dominou as redes sociais em janeiro de 2026 e promete transformar o carnaval deste ano. Milhares de pessoas compartilham vídeos e fotos de como produzem brilho biodegradável em casa, com ingredientes simples e baratos. A hashtag #BioGlitter acumula milhões de visualizações no TikTok e Instagram.
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O método substitui os microplásticos tradicionais por componentes que se decompõem naturalmente. Quando o folião toma banho após a festa, o brilho se dissolve sem deixar resíduos tóxicos no meio ambiente.
A técnica virou viral por unir três vantagens: custo baixo, resultado visual idêntico ao produto industrializado e zero impacto ambiental.
Como fazer glitter ecológico em casa?
O processo tem cinco etapas básicas e usa ingredientes acessíveis. A gelatina incolor serve como base principal, enquanto o pó de mica (mineral natural) garante o efeito metálico e brilhante.
Os passos são:
- Hidrate uma colher de sopa de gelatina incolor em três colheres de água gelada;
- Aqueça a mistura no micro-ondas por 10 segundos até dissolver completamente;
- Adicione corante alimentício para definir a cor e pó de mica para criar o brilho;
- Espalhe a mistura em camada fina sobre acetato ou tapete de silicone;
- Deixe secar por 24 horas e triture no liquidificador até obter a granulação desejada.
Quem prefere formas específicas pode usar furadores de papel antes de triturar o material seco. A versão vegana substitui a gelatina animal por ágar-ágar, um espessante extraído de algas marinhas.
Personalização se torna diferencial
A produção caseira permite criar cores exclusivas que não existem no mercado. Os foliões misturam tons de dourado com rosa, azul com prata ou inventam combinações únicas para combinar com suas fantasias.
Essa customização virou um dos principais atrativos da técnica.
Influenciadores digitais testam a durabilidade do produto na pele suada e aprovam os resultados. Os relatos indicam que o glitter ecológico é mais confortável que o convencional e não arranha a pele.
O movimento representa uma mudança de comportamento entre consumidores que buscam alternativas sustentáveis sem abrir mão da estética.
Impacto dos microplásticos nos oceanos
O glitter tradicional é composto por partículas de plástico que nunca se decompõem. Quando essas partículas chegam aos oceanos, animais marinhos as ingerem por confundi-las com alimento.
O material se acumula na cadeia alimentar e causa danos permanentes aos ecossistemas aquáticos.
A alternativa biodegradável elimina esse problema. O material se dissolve em água e não deixa vestígios nocivos no ambiente.
Para especialistas em sustentabilidade, a popularização dessa técnica caseira representa um avanço importante na redução do consumo de plásticos descartáveis.
