O céu cinzento sobre as metrópoles brasileiras frequentemente obriga o pedestre a tomar decisões rápidas diante do primeiro pingo de chuva.

No entanto, o que parece ser um instinto de sobrevivência para evitar o desconforto das roupas molhadas esconde um dilema que a física tenta decifrar através de cálculos de velocidade e tempo de exposição.

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Estudos indicam que, em condições ideais de chuva vertical e constante, aumentar a velocidade reduz o tempo sob a água, o que tenderia a deixar a pessoa menos molhada.

Contudo, a realidade é mais complexa devido à variação do ângulo dos pingos e da intensidade da precipitação.

Pesquisas publicadas na Revista Brasileira de Ensino de Física sugerem até a existência de uma velocidade ideal, pois o deslocamento rápido aumenta a absorção de água na parte frontal do corpo.

Em entrevista ao UOL, o físico Cláudio Furukawa falou sobre os fatores que influenciam o quanto alguém se molha. “Até mesmo o tamanho da gota, o tipo de roupa, se a pessoa é mais 'volumosa', entre outros fatores, influenciam se correr ou andar na chuva molha mais ou menos”, afirmou Furukawa.

Cláudio Furukawa falou sobre a tática de correr inclinado. “Nessa estratégia, quanto mais rápido o deslocamento, mais inclinada a pessoa deve ficar, mas o risco de tropeçar e levar um tombo pode aumentar o prejuízo”, afirmou Furukawa.

Na prática, as variáveis como o vento e o formato do corpo impedem uma conclusão única para todas as situações

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