A busca por uma vida equilibrada e um corpo saudável frequentemente esbarra em obstáculos que nem sempre são visíveis ao espelho. Muitas vezes, a preocupação estética com o que se vê por fora oculta perigos que se alojam nas camadas mais profundas do organismo, exigindo um olhar mais atento e fundamentado em evidências para garantir a longevidade.

O que você precisa saber

A gordura visceral diferencia-se da gordura subcutânea por se instalar entre os órgãos internos, podendo comprometer o funcionamento do fígado, pâncreas e intestino. Essa condição está associada a inflamações sistêmicas, resistência à insulina e desequilíbrios hormonais, aumentando as chances de ocorrência de diabetes tipo 2, infarto e AVC, inclusive em pessoas consideradas magras. Um sinal de alerta pode ser obtido com o uso de uma fita métrica: medidas abdominais acima de 101,5 cm para homens e 89 cm para mulheres sugerem excesso dessa gordura.

As cinco táticas com base científica

Para combater esse problema, a ciência sugere cinco abordagens principais. A primeira consiste em definir metas realistas, como a perda de apenas 5% do peso corporal, o que já pode reduzir a gordura no fígado em 30%. No campo das atividades físicas, o treino intervalado de alta intensidade, conhecido como HIIT, demonstrou ser mais eficiente na queima de gordura por minuto do que exercícios moderados contínuos.

No âmbito nutricional, a substituição de grãos refinados por cereais integrais e a inclusão de abacate na dieta são recomendadas por favorecerem o metabolismo e reduzirem inflamações. Por fim, o uso de laser infravermelho no abdome, quando aliado a exercícios e reeducação alimentar, surge como um tratamento coadjuvante promissor.

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