O asteroide Bennu segue sendo monitorado de perto por cientistas de todo o mundo por causa da possibilidade, ainda que remota, de uma colisão com a Terra no futuro. De acordo com estudos sobre sua trajetória, 24 de setembro de 2182 é a data que concentra a maior probabilidade de impacto, caso a órbita do corpo celeste não sofra alterações.
Com um potencial destrutivo estimado em cerca de 22 vezes o de uma bomba atômica, Bennu passa relativamente próximo da Terra em intervalos de aproximadamente seis anos. Apesar disso, especialistas ressaltam que a probabilidade de colisão continua sendo baixa e que o objeto permanece sob constante observação.
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A NASA trabalha para ampliar o conhecimento sobre o asteroide. A missão OSIRIS-REx coletou amostras da superfície de Bennu, trazidas para a Terra em 2023, que vêm sendo analisadas para compreender melhor sua composição e comportamento. As informações poderão contribuir para futuras estratégias de defesa planetária, caso um desvio de trajetória seja necessário.
Embora o possível encontro entre Bennu e a Terra esteja distante, o planeta já registra diversos impactos de meteoritos e asteroides que moldaram paisagens e deixaram crateras preservadas até os dias atuais.
Principais locais de impacto de meteoritos no mundo
- Cratera de Barringer – Arizona, Estados Unidos;
- Cratera Tenoumer – Deserto do Saara, Mauritânia;
- Cratera de Vredefort – Free State, África do Sul;
- Cratera de Kaali – Ilha de Saaremaa, Estônia;
- Gosses Bluff (Tnorala) – Território do Norte, Austrália;
- Lago Manicouagan – Quebec, Canadá;
- Cratera Wolfe Creek – Austrália Ocidental;
- Bacia de Sudbury – Ontário, Canadá;
- Cratera de Popigai – Sibéria, Rússia;
- Cratera de Acraman – Sul da Austrália;
- Cratera de Karakul – Parque Nacional Tadjique, Tajiquistão;
- Baía de Chesapeake – Virgínia, Estados Unidos;
- Cratera de Bosumtwi – Gana;
- Reserva Natural de Meteoritos de Morasko – Polônia;
- Cratera Lonar – Maharashtra, Índia;
- Cratera de Middlesboro – Kentucky, Estados Unidos;
- Cratera de Mistastin – Labrador, Canadá;
- Cratera de Tswaing – África do Sul;
- Reserva de Meteoritos de Henbury – Austrália;
- Cratera de El'gygytgyn – Sibéria, Rússia;
- Cratera de Araguainha – divisa entre Mato Grosso e Goiás, Brasil;
- Nördlinger Ries – Alemanha;
- Cratera de Haughton – Ilha Devon, Canadá;
- Cratera de Lappajärvi – Finlândia;
- Cratera Chicxulub – Península de Yucatán, México;
- Evento de Tunguska – Sibéria, Rússia.
No Brasil, o destaque é a Cratera de Araguainha, localizada na divisa entre os estados de Mato Grosso e Goiás. Com cerca de 40 quilômetros de diâmetro, ela é considerada a maior estrutura de impacto da América do Sul e pode ser identificada por imagens de satélite devido ao seu formato praticamente circular.
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O monitoramento de Bennu e de outros objetos próximos da Terra faz parte de programas internacionais de defesa planetária. O objetivo é identificar possíveis ameaças com décadas de antecedência, permitindo que missões espaciais possam alterar a trajetória de corpos celestes caso um risco real de colisão venha a ser confirmado no futuro.
