Composição do papel pode ser apontada como um dos motivos dessa diferença cultural.

Quem viaja para o exterior já deve ter se deparado com uma diferença curiosa nos banheiros. Ao contrário do que acontece no Brasil, em alguns países da América e da Europa, as pessoas não costumam deixar uma lixeira ao lado do vaso sanitário e descartam o papel higiênico diretamente na privada.

Geralmente a explicação para isso costuma está relacionada à capacidade do encanamento e da rede de esgoto entre os países. Contudo, alguns especialistas apontam que a infraestrutura não é o único fator envolvido. 

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De acordo com eles, o próprio papel higiênico pode fazer diferença. Uma análise sobre o assunto apontou que os produtos fabricados no Brasil podem apresentar características diferentes dos encontrados em outros países.

O papel higiênico do Brasil é diferente do encontrado em outros países?

Segundo especialistas, o papel higiênico de alguns países é produzido para se desagregar mais facilmente na água. No Brasil, porém, não há uma norma específica que padronize essa característica, e alguns produtos podem não se desfazer adequadamente, aumentando o risco de entupimentos.

Embora existam regras de padronização para o papel higiênico estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), elas estão mais relacionadas à classificação dos produtos do que à exigência de testes que comprovem se determinado modelo pode ser descartado diretamente no vaso sanitário.

Com isso, o consumidor não encontra facilmente, nas embalagens, uma indicação clara sobre a possibilidade de jogar o papel na privada. Por outro lado, em outros países alguns produtos trazem termos como “flushable” ou hidrossolúvel, que ajudam a identificar aqueles desenvolvidos para esse tipo de descarte.

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Por conta disso, especialistas explicam que a diferença cultura do decarte do papel higiênico não está relacionada apenas da infraestrutura de saneamento. A ausência de uma padronização específica sobre a capacidade de desagregação do papel e as características dos produtos disponíveis no mercado brasileiro também podem influenciar esse hábito.

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