Corceira pode ser considerada mecanismo de proteção criado pelo cérebro.

Basta ouvir alguém mencionar piolhos ou imaginar o parasita para que algumas pessoas comecem a sentir uma vontade repentina de coçar a cabeça. Apesar de parece não fazer sentido, o fenômeno está ligado à forma como o cérebro interpreta estímulos, imagens e sensações percebidas pelo corpo.

Segundo os biólogos, os piolhos que infestam seres humanos pertencem à espécie Pediculus humanus. Ainda de acordo comos especialistas, esses "bichinho" são pequenos parasitas, que se alimentam de sangue e depositam ovos, chamados lêndeas, nos cabelos e pelos, onde encontram condições quentes, úmidas e escuras. 

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Por que a cabeça coça ao falar de piolho?

De acordo com os psicológos, ao entrar em contato com informações sobre piolhos, seja pela fala, pela observação de alguém se coçando ou pela própria imaginação, o cérebro pode criar involuntariamente uma representação daquela experiência.

Com isso, a atenção se volta para o couro cabeludo e sensações que normalmente passariam despercebidas podem se tornar mais evidentes, gerando incômodo ou vontade de coçar.

Como explica os especialistas, esse processo envolve a participação do córtex somatossensorial, região cerebral responsável por interpretar informações relacionadas ao tato e a outras sensações corporais. Quando a atenção é concentrada em determinada parte do corpo, pequenos estímulos podem ganhar maior intensidade na percepção, provocando formigamento, desconforto ou coceira. A própria coceira também funciona como um mecanismo de proteção.

Piolho não é sinônimo de falta de higiene

Segundo a comunidade médica, a infestação por piolhos, chamada pediculose, não significa necessariamente falta de higiene. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre pessoas, mas também pode acontecer pelo compartilhamento de objetos, como escovas de cabelo. Quando há infestação, um dos sinais mais conhecidos é a coceira intensa no couro cabeludo, causada pela presença dos parasitas.

Contudo, a chamada coceira por contágio social não depende da presença real de piolhos. O mesmo mecanismo pode ser desencadeado por outros assuntos relacionados à sensação de coceira ou à presença de parasitas. Situações envolvendo escabiose, conhecida como sarna, picadas de insetos ou até mesmo a observação de alguém se coçando podem provocar reação semelhante.

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