Alguns aromas e óleos essenciais podem ajudar a afastar ratos de determinados ambientes, principalmente em pontos onde os roedores costumam circular. Estudos realizados em laboratório apontam que alguns cheiros são capazes de reduzir a aproximação dos animais e até o consumo de alimentos em locais tratados.
A estratégia funciona como uma espécie de “barreira olfativa”, que pode ser utilizada em frestas, cantos, passagens e outros pontos onde há indícios da presença de roedores. No entanto, o efeito não costuma ser permanente.
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Pesquisas conduzidas na Índia e na Tailândia avaliaram diferentes óleos essenciais aplicados em ambientes frequentados por ratos. Os resultados indicaram uma ação inicialmente rápida, mas com duração limitada. Como os aromas são voláteis e evaporam ao longo do tempo, a capacidade de repelir os animais tende a diminuir, o que pode exigir reaplicações.
Em experimentos realizados na Tailândia, por exemplo, alguns óleos foram aplicados puros, na quantidade de 2 mililitros, em pedaços de tecido de 5 por 10 centímetros. Os materiais foram posicionados em locais de passagem dos roedores e, em determinadas situações, o efeito permaneceu por até sete dias.
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Quais cheiros podem afastar ratos?
Entre os aromas avaliados nos estudos, estão:
Eucalipto: testes com sprays nas concentrações de 5%, 10% e 20% mostraram redução no consumo de alimentos nas áreas tratadas. O resultado foi mais consistente quando houve aplicação diária ou em dias alternados.
Citronela: apresentou forte efeito repelente quando utilizada como uma espécie de tinta nas concentrações de 5%, 10% e 20%. A concentração de 10%, aplicada diariamente, teve o melhor desempenho.
Laranja: utilizada pura, com 2 mililitros aplicados em tecido, afastou os roedores e manteve efeito por até sete dias em testes realizados em laboratório.
Capim-limão: também aplicado puro em tecido, apresentou efeito imediato e permaneceu repelente por aproximadamente uma semana em áreas de circulação dos animais.
Gengibre: mostrou capacidade de afastar os ratos logo após a aplicação e manteve a ação durante sete dias nas condições avaliadas.
Plai (Zingiber cassumunar): o óleo foi aplicado puro e apresentou repelência imediata, com efeito observado ao longo de uma semana.
Hortelã-pimenta: teve bom resultado inicialmente, mas perdeu a capacidade de repelir os roedores após sete dias, indicando a necessidade de reaplicações mais frequentes.
Mentol: apresentou ação no curto prazo, mas também perdeu eficácia depois de aproximadamente uma semana.
Mistura de óleos: a combinação de laranja, capim-limão, gengibre, plai, hortelã-pimenta e mentol foi a que apresentou o melhor desempenho entre as opções avaliadas. A mistura teve forte efeito no dia da aplicação e continuou apresentando ação após sete dias.
Aroma não substitui controle de pragas
Apesar dos resultados, o uso de cheiros deve ser encarado como uma medida complementar. O chamado manejo integrado continua sendo a principal estratégia para prevenir e controlar uma infestação de ratos.
Entre as medidas recomendadas estão vedar frestas e possíveis pontos de entrada, manter os ambientes limpos, armazenar alimentos adequadamente e eliminar fontes de água e abrigo. Quando necessário, também podem ser utilizadas armadilhas ou iscas apropriadas.
Atenção com crianças e animais
Os estudos citados não avaliaram especificamente os efeitos dos óleos essenciais em crianças ou animais de estimação. Além disso, algumas dessas substâncias podem provocar irritações na pele e nas vias respiratórias ou apresentar risco de intoxicação caso sejam ingeridas.
Por isso, em casas com crianças ou pets, é importante ter cautela antes de aplicar óleos essenciais em grandes áreas ou de maneira contínua. Nesses casos, medidas físicas de prevenção e controle de pragas devem ser priorizadas, e a orientação de um profissional especializado pode ser necessária.
