Um anúncio publicado na plataforma de compras Temu deixou internautas estadunidenses em estado de choque. O produto parecia oferecer carne humana enlatada.

O caso rapidamente gerou indignação nas redes sociais e alimentou diversas teorias da conspiração. A revista New York Magazine investigou o caso e revelou a origem do problema: um fornecedor de carne inseriu nos metadados do produto a expressão "carne para humanos".

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Isso teria sido feito para diferenciar o item de ração animal nos mecanismos de busca.

No entanto, o sistema automatizado de tradução da plataforma interpretou a expressão de forma literal, assim convertendo o texto para "carne humana" em inglês.

A Temu confirmou o erro em nota à New York Magazine. A empresa classificou o problema como "uma falha no sistema automatizado de anúncios" e informou que o produto foi removido rapidamente.

Além disso, a plataforma pediu desculpas públicas aos clientes afetados.

A tradução automática no centro do problema

A investigação da revista apontou as ferramentas de tradução automática da Google como parte do processo falho. Essas ferramentas repetiram a informação incorreta nos feeds de usuários norte-americanos de forma recorrente.

Por isso, o alcance do anúncio equivocado foi muito maior do que o esperado.

Temu se reinventa

O episódio revelou uma mudança profunda no modelo de negócios da plataforma. A Temu era conhecida por vender produtos improváveis enviados diretamente de fábricas chinesas.

Contudo, as tarifas massivas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos chineses destruíram esse modelo histórico.

Agora, a empresa opera com foco em:

  • Armazéns locais nos Estados Unidos;
  • Vendedores nacionais e produtos de supermercado.

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Esse reposicionamento representa uma virada estratégica significativa para a plataforma.

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