O documentarista, antropólogo e indigenista, Vincent Carelli, participará da exibição do filme “Adeus Capitão” no Cine Marrocos nesta sexta-feira, dia 22, às 16h. Por meio das lentes, o criador do documentário conta a história do “capitão” Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião, do sul do Pará, que morreu em 2016 aos noventa anos. A programação faz parte do VII FIA Cinefront que será realizado em formato híbrido, com exibições na plataforma cinefront.org, e em sessões presenciais, gratuitas.

Em Marabá o evento é organizado pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), por meio da Pró-reitoria de extensão e assuntos estudantis (Proex). A proposta é apresentar e debater obras cinematográficas que abordam a realidade amazônica e de outras regiões periféricas que sofrem as consequências dos processos de desenvolvimento pautados pela expansão capitalista.

Veja o trailer de "Pureza"

 

Nos dias 20 e 21 haverá exibição em aldeias do Povo Gavião, na Terra Indígena Mãe Maria. Na sexta-feira (22) a exibição do documentário "Adeus, Capitão (2022)" ocorrerá no Cine Marrocos, às 19h, e contará com a com a presença do diretor Vincent Carelli. No dia 23 (sábado), em duas sessões, uma às 16 e outra às 19h, a exibição é do filme "Pureza (2019)", também no Cine Marrocos, e conta com a presença do diretor Renato Barbieri.

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Sobre o filme “Adeus Capitão”

O documentário narra a história do “capitão” Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião, do sul do Pará, que morreu em 2016, aos noventa anos. O protagonista conta para suas filhas e netas as guerras internas entre grupos de seu povo até a transferência dos sobreviventes para a gleba Mãe Maria, extensão castanhal, próximo a Marabá.

No dia 23 (sábado), em duas sessões, uma às 16 e outra às 19h, a exibição é do filme "Pureza (2019)", também no Cine Marrocos
No dia 23 (sábado), em duas sessões, uma às 16 e outra às 19h, a exibição é do filme "Pureza (2019)", também no Cine Marrocos | Reprodução

No decorrer do documentário, é apontado abusos que os indígenas sofreram por parte da própria agência tutelar, a Fundação Nacional do Índio (Funai), que promoveu trabalho escravo na coleta de castanha. Com reviravoltas, a exibição mostra também que depois de uma rebelião, nos anos 1980, os Gavião assumiram a gestão do castanhal e conquistaram autonomia financeira.

Sobre o filme “Pureza”

Já no dia 23 haverá a exibição do filme "Pureza (2019)", gravado na região e inspirado em fatos reais, conta a história de uma mãe, Pureza, que sai em busca de seu filho, Abel, desaparecido após partir para em busca de emprego na Amazônia, com a participação do diretor Renato Barbieri, dos produtores do filme Marcus Ligocki Junior, Francisco Alan Lima, Alberto Silva Neto e do Juiz do Trabalho do TRT8 Jonatas Andrade.

Pureza foi gravado em Marabá e Brasília em julho de 2018 Foto: Reprodução

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