Em áreas onde a circulação de animais é constante, várias medidas protetivas são colocadas em prática pela distribuidora para garantir o ir e vir, sem riscos de vida. Em pontos estratégicos do circuito de energia do distrito de Alter do Chão, foram colocados revestimentos, especificamente nos condutores de média tensão, visando proteger o animal quando fica em contato direto com os cabos de energia.

De acordo com o gerente de Manutenção e Obras da Equatorial Pará, Leandro Martins, por ser uma região cercada por florestas, a frequência de animais nas áreas urbanas é bastante comum. “Em pontos mais sensíveis, os circuitos são inspecionados com frequência, com o intuito de levantar fragilidades e possíveis defeitos”, afirma. 

Além disso, a empresa desenvolve planos periódicos de poda de árvores, que além de evitar o contato de galhos na rede elétrica, também ajuda no afastamento de animais na rede de energia. Só no ano de 2023, foram realizadas 26.715 de podas de árvores na região oeste do estado. Um investimento de quase R$ 4.500 milhões. Também são implementados, estrategicamente, protetores e mantas para minimizar o contato direto com pontos energizados da rede.

Todo o trabalho é acompanhado de perto pela área de Meio Ambiente da distribuidora. A bióloga Larisse Pires, garante que a preocupação com os animais está presente em vários programas da Equatorial Pará. “A preocupação com o meio ambiente é uma de nossas missões, por isso estamos sempre zelando pela preservação do meio ambiente e pela prevenção do risco de eletrocussão de animais silvestres”, reforça Larisse.

A proposta é eliminar totalmente os riscos contra os animais e para isso é feito um esforço bastante intenso de mitigação. “Entre os animais que mais utilizam a fiação elétrica, para se locomover, estão os macacos e as aves. Mas, também são comuns guaribas, bichos-preguiças e cobras, uma vez que a cidade cresceu ao redor de áreas de floresta urbana”, finaliza.

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